Rodrigo Maia quebrou sigilo dos áudios

Na Folha

A Câmara disponibilizou em seu site áudios recuperados pela perícia da Polícia Federal que estavam em sigilo por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).

O presidente Michel Temer, denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) em decorrência da delação da JBS, espera há quase quatro meses para ter acesso a essas gravações, com pedidos protocolados no Supremo.

O ministro Edson Fachin, relator do caso no STF, decretou sigilo, no fim de agosto. Procurada, a assessoria do ministro diz que esses áudios continuam em segredo até hoje.

Compreende-se, agora, a reação acima do tom do presidente da Câmara em relação à nota do advogado de Temer, Eduardo Carnelós. Abespinhou-se com trecho: “Evidente que o criminoso vazamento foi produzido por quem pretende insistir na criação de grave crise política no país”.

O presidente da Câmara, na sua arrogância, disse que iria processar o advogado em nome dele e dos servidores da Câmara. No caso específico, não está claro se o presidente deveria ou não dar publicidade dos vídeos. Fachin se fechou em copas e ainda não se pronunciou, nem mesmo depois que presidente do STF, Cármen Lúcia, jogou a bola pra ele. Respondeu que não cabe a ela checar as razões do relator, seu papel é encaminhar protocolarmente para a Câmara.

No caso dos áudios recuperados, que a Câmara também divulgou, Fachin deixou claro que o sigilo se mantém.

Rodrigo vazou e aumentou a pressão da crise com seu entrevero com Carnelós.

Você lê a matéria da Folha em Câmara divulga em seu site áudio de Joesley Batista

 

Dilma vai usar Funaro para anular impeachment

Essa é do balacobaco, típica dos anacolutos da ex. Dilma Rousseff anunciou nesta segunda (16) que vai incluir o vídeo de Lúcio Funaro para provar que foi vítima de um golpe e anular o impeachment. Um deputado petista foi além, disse que o fato demonstra que não  havia provas de crime de responsabilidade contra ela.

Há pesadas acusações contra Dilma, de gente que esteve perto dela e relatou na primeira pessoa (Palocci, casal de marqueteiros). Sempre respondeu a esses depoimentos como mentirosos, feitos por gente que estava sob pressão, com desejo de liberdade, etc.

Quando a delação é favor, prova sua inocência. As contra, invencionices.

Funaro disse que Eduardo Cunha recebera um milhão de reais para convencer deputados a votar pelo impeachment de Dilma. Deu como exemplo de deputado comprado o cearense Aníbal Gomes, pelo valor de 200 mil reais.  Joesley Batista disse que pagou para os dois lados. Tanto para votar a favor, como contra.

Curiosidade: se Aníbal recebeu a grana, não entregou o produto. Ele nem compareceu à votação, o que implica votar com Dilma.

Agora pense: com um milhão de reais, dá para comprar quantos votos?

No máximo, cinco Aníbals.

Cid não descarta candidatura ao Senado, mas eleição de Ciro e Camilo são prioridades

O ex-governador Cid Gomes (PDT) concedeu interessante entrevista exclusiva à Rádio Fortaleza (FM 90,7) emissora da Câmara Municipal de Fortaleza, analisando vários aspectos do cenário político local e nacional.

Cid não descartou sair como candidato ao Senado, mas ressaltou que a eleição de Ciro ao Planalto e Camilo ao Governo são a prioridade do projeto.

O presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho (PDT), acompanhou Cid Gomes na entrevista.

Voltaremos ao tema nas próximas postagens.

Confira.

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  • MÍDIA

Nosso encontro no rádio

 

Escute o Momento Hora da Notícia desta segunda-feira (16). Entre outros assuntos, PF cumpre mandado de busca e apreensão no gabinete e residência do deputado federal Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel; advogado de Temer parte para cima de Rodrigo Maia e depois se desculpa e Fux dá liminar que impede extradição de Battisti.

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A barbeiragem do advogado

Ave, Mariz.

Jamais fez tanta falta a Temer o amigo e ex-advogado. Seu sucessor, o brilhante criminalista Eduardo Pizarro Carnelós, escorregou em terreno que desconhece, o julgamento político. Os vídeos no meios do mundo, o que menos interessa agora é dizer que o vazamento é criminoso. Melhor insistir que não há credibilidade no delator. Mas se saiu com esta:

“Evidente que o criminoso vazamento foi produzido por quem pretende insistir na criação de grave crise política no país”

A Globo mostrou que não havia vazamento, muito menos criminoso. Pela página da Câmara dos Deputados, os vídeos podem ser acessados. Rodrigo Maia, que não perde uma oportunidade de mostrar antagonismo e elencar motivos para ir para oposição, queimou ruim. Desceu a lenha no advogado do Temer, chamando de irresponsável e incompetente.

No olho do furacão, o advogado soltou nota se desculpando, pois não sabia da divulgação dos vídeos na Câmara. Segundo o advogado, o parecer do ministro Edson Fachin determinava o sigilo. Depois de divulgado, já não interessa esse detalhe.

O cada vez menos aliado Rodrigo Maia esticou a corda, e colocou a culpa no pessoal do Planalto. “Depois de tudo que tudo que eu fiz!”. E desabafou em tom de ameaça:

“Daqui para frente, vou, exclusivamente, cumprir meu papel institucional, presidir a sessão”.

Às vésperas da votação da denúncia, era tudo que Temer não precisava.

Gravação de Dilma por Moro foi legal, diz Fachin

Da revista Consultor Jurídico:

Ao determinar grampos nos telefones do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, com isso, interceptar conversas dele com a então presidente Dilma Rousseff, o juiz Sergio Moro não usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal, de acordo com o entendimento do ministro Edson Fachin.

Moro chegou a levantar o sigilo das gravações e a publicação das conversas é apontada como um dos motivos pelo qual o impeachment da ex-presidente teve apoio popular.

Lula queria anular interceptações telefônicas determinadas por Moro.
Reprodução

Para o relator da operação “lava jato” no STF, no entanto, tratou-se de mera captação de diálogos envolvendo detentores de prerrogativa de foro por função (além de Dilma, havia conversas com ministros, senadores e deputados). E isso, por si só, não permitiria o reconhecimento de usurpação da competência.

A defesa de Lula foi ao STF com uma reclamação, pedindo que a corte declarasse a nulidade de atos da 13ª Vara Federal de Curitiba com base nas interceptações.

Ao negar seguimento à reclamação, Fachin afirmou que a investigação em questão não estava direcionada aos agentes detentores de prerrogativa de foro. Segundo ele, é “indispensável, em verdade, o apontamento concreto e específico da potencial aptidão da prova de interferir na esfera jurídico do titular da referida prerrogativa”.

O ministro acrescentou que não é caso de se fazer, por meio de reclamação, uma “aguda análise de fatos e provas, na hipótese em que o reclamante não aponta, de modo seguro, a potencial participação ativa do titular da prerrogativa nos fatos em apuração”.

Para ele, a alegação de que os agentes detentores de prerrogativa de foro terão seus diálogos devassados por todos aqueles que tiverem acesso a tais procedimentos constitui tema alheio à reclamação, por não estar relacionado à competência da corte.

“Se referidos agentes públicos não figuram como alvo da investigação, cabe ao juízo singular avaliar e, sendo o caso, zelar pelo sigilo das provas que guarnecem o acervo sob sua supervisão”, afirmou.

Fachin acrescentou ainda que Sergio Moro observou decisão do Plenário do Supremo na Reclamação 23.457, que invalidou as interceptações captadas após o término da ordem judicial. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

 

Janot montou grampolândia na PGR

Não foi com Joesley Batista que o ex-procurador-geral Rodrigo Janot aprendeu a usar o grampo como arma política. Herdou a técnica e um profissional de seu antecessor no cargo, adquirindo até o famoso guardião, sistema usado até então somente pela Polícia para grampear em inquéritos, com decisão judicial.

Segundo reportagem da Isto é, ele espionou quem julgava criminosos e também adversários políticos – seja na esfera administrativa (incluiu sua desafeta a procuradora Raquel Dodge), seja nas siglas partidárias.

Lembre-se da leniência que também lhe é imputada. Tipo assim: na primeira pancada, Eduardo Cunha perdeu o cargo, o mandato e a liberdade. Em contraponto, Renan Calheiros, com mais de dezena de processos nas costas, permanece ileso e fagueiro, crítico do governo e da Lava Jato.

O texto é calcado em depoimentos de subprocuradores, que se dizem alvos de grampo telefônico e ambiental. Na expressão deles, a PGR era a República da Grampolândia.

Íntegra da reportagem em As escutas ilegais na Procuradoria-Geral da República

 

  • CINEMA

Carcará não é falcão

Fiquei curioso para ler o livro “A Costureira e o Cangaceiro”, de Frances Peebles, escritora pernambucana filha de pai americano. O livro foi escrito em Inglês, sua língua nativa, pois aprendeu o Português de forma oral. Ela se debruçou sobre as histórias do cangaço com a participação feminina.

Para ela, o livro deveria ter sido escrito em português, pois não tem como traduzir termos como cangaço, cariri. Mas não gostou do título do livro, prefere “Entre Irmãs”, adotado pela versão cinematográfica, que entrou em cartaz esta semana. Sob a direção de Breno Silveira (2 Filhos de Francisco), com as estrelas globais Marjorie Estiano e Nanda Costa.

Sobre a tradução, a autora faz só um senão. Na verdade, foi uma barbeiragem. Traduziram do Inglês para o Português o nome do cangaceiro Carcará como Falcão. Não se deve fazer tradução de nomes próprios; no máximo, transliteração.

Falcão jamais chegará a cangaceiro. Afinal, carcará pega, mata e come.

 

Para ver o trailer do filme, clique aqui.