Luciano Cléver

Eram todos racistas nos Estados Unidos

Estátua de Robert Lee

O embate violento entre os odiosos supremacistas e movimentos esquerdistas, que também propagam desamor, teve o seu estopim na derrubada de estátuas do general Robert Lee. Ele comandou as tropas confederadas, que defendiam a manutenção da escravidão. Foi derrotado pelas forças comandadas pelo então presidente Abraham Lincoln, que lutavam pela abolição.

A derrubada de estátuas, além do ato iconoclasta, tentaria apagar essa mancha da história americana. O problema é enxergar o passado com os olhos do presente. Como lembra Hélio Schwartsman, na Folha de hoje, a Guerra Civil americana (1861-65) não se resume a um combate entre racistas obscurantistas e progressistas iluminados que buscavam assegurar direitos plenos para todos.

Na verdade, eram todos racistas, como atesta esta a frase de Lincoln:

“Não sou nem nunca fui favorável a promover a igualdade social e política das raças branca e negra… há uma diferença física entre as raças que, acredito, sempre as impedirá de viver juntas como iguais em termos sociais e políticos. E eu, como qualquer outro homem, sou a favor de que os brancos mantenham a posição de superioridade.”

E aí, vamos derrubar as estátuas de Abe Lincoln?

Ou vai ou racha: implosão no ninho tucano

Não arredo pé, disse Tasso Jereissati para Lauro Jardim, no Globo, sobre sua permanência como presidente interino do PSDB:  “Não precisa pressionar pela minha saída. Esse é um gesto unilateral do Aécio. Se ele quiser reassumir o comando do PSDB, é um direito dele. Agora, da minha parte, não vou arredar o pé.”

Outro fundador do PSDB, deputado Marcus Pestana, de Minas, disparou na Folha: “Ou ele se afasta, o que seria um gesto de grandeza de quem percebeu que está em conflito com a visão majoritária, ou podemos caminhar para uma implosão.”

TCE do Rio acumula 17 anos de propina

O ex-presidente do TCE Jonas Lopes e mais cinco pessoas foram denunciados pela Procuradoria Regional da República.  A denúncia foi encaminhada na última quinta-feira ao STJ – Felix Fischer, ministro relator. O processo é fruto da Operação Quinto do Ouro, realizada em março, quando foram presos, mas logo libertados, cinco conselheiros do TCE. Segundo a denúncia, o esquema de propina remonta há 1999, fluindo livremente durante 17 anos.

A matéria foi divulgada com exclusividade pela GloboNews (mais…)

O país da meia-entrada

Samuel Pessoa explica na Folha que a desigualdade no Brasil se deve ao espírito de corpo (ou seria de porco?):

“O grosso de nossas distorções prejudiciais ao crescimento econômico inclusivo -a maior arma de combate à pobreza no Brasil e no mundo- não tem origem no conflito entre equidade e crescimento. Na verdade, a maior parte delas é fruto das ações dos grupos de pressão que criam isenções e favorecimentos para si em detrimento do bem comum”.

E elenca as desigualdades mais lembradas.

“A lista de meias-entradas, na feliz expressão de Marcos Lisboa e Zeina Latif, é longa: aposentadoria integral de servidor público; contribuição compulsória sobre a folha para o sistema S; grupos isentos de pagar IR; excessos da Bolsa Ditadura; excessos da Lei Rouanet; regimes tributários especiais de PIS, Cofins, ICMS, Simples e lucro presumido; empréstimos subsidiados; Zona Franca de Manaus; direito irrestrito de greve de servidor público; benefícios aos Estados do Centro-Oeste, apesar de a sua renda per capita ser equivalente à de Minas Gerais; etc.”

O artigo pode ser lido aqui.