CORRUPÇÃO

Última flecha de Janot cobra 587 milhões do PMDB

A PGR acaba de lançar sua última flecha. Para dar consistência à zarabatana, envolveu todo a cúpula do PMDB que atuava na Câmara, para assestar Temer na organização criminosa, e também por obstrução à Justiça naquele caso da fita, sustentada na frase “Tem que manter isso aí”. Ao responder um comentário de Joesley sobre não ter mais pendência com Eduardo Cunha.

A denúncia traz números fortes. Somou em R$ 587 milhões o total de propina movimentada pela Ocrim peemedebista. Com aquele apartamento decorado por malas e caixas de dinheiro, ganha verossimilhança o montante.

Na lista da organização criminosa, iniciando pela cumeeira do governo:

Michel Temer, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Henrique Alves, Rocha Loures.

Por obstrução de Justiça, o trio Temer, Joesley, Saud.

Note que Janot quis fazer essa denúncia de organização criminosa no evento da gravação no Jaburu. Mas só teria ali dois elementos da organização criminosa, que não se configura assim com esse número reduzido de bandidos.

Leia a íntegra da denúncia aqui.

 

Irmãos Batista têm personalidade voltada para o crime

A JBS usou a delação premiada de seus sócios para fazer dinheiro no mercado financeiro. É a conclusão da Polícia Federal, depois de realizar perícias e ouvir testemunhas e baseada em documentos enviados pela CVM, que também investiga o comportamento da empresa no mercado financeiro.

Eles sabiam que a empresa teria perdas na bolsa logo que a delação viesse a público. E foram ao mercado. Venderam ações da JBS e compraram dólares em volumes inéditos. Isto é,  além de diminuir os prejuízos ainda lucraram com a informação privilegiada. Além dos mais, os prejuízos foram assumidos por todos os sócios – até o BNDES – enquanto os lucros foram dos Batistas.

Ao justificar a prisão preventiva, os delegados da PF disseram que são os mesmos criminosos confessaram os crimes na delação, disseram-se arrependidos, comprometeram-se em colaborar com as investigações e prometeram não cometer mais crimes. O delegado Victor Hugo Rodriges  (foto) disse que os irmãos Batista têm personalidade voltada para o crime.

Em resumo, eles cometeram crimes antes, durante e depois da delação. E não parariam se não forem encarcerados.