CORRUPÇÃO

PF prende o outro irmão Batista

Mais uma iniciativa que diferencia a Justiça do STF e a da primeira instância, e entre a Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República.

A Polícia Federal prendeu nesta manhã o empresário Wesley Batista. A Polícia Federal pediu a prisão preventiva (tempo indeterminado) enquanto a PGR pediu prisão provisória (5 dias). E o juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo decretou a prisão dos dois. Joesley, que já está preso em Brasília, deve ter sua prisão mantida, agora preventivamente.

Os mandados de prisão decorrem de investigação que aponta os irmãos Batista lucrando no mercado de ações e de câmbio, com a delação da JBS, dentro da operação Tendão de Aquiles, que investiga o uso indevido de informações privilegiadas em transações no mercado financeiro ocorridas entre abril e 17 maio de 2017, data de divulgação de informações relacionadas a acordo de colaboração premiada firmado por ambos os presos e a Procuradoria-Geral da República.

“Facínoras roubam do país a verdade”

Nota do Planalto a respeito do relatório da PF que indica o PMDB como organização criminosa e que mais de 30 milhões de reais teriam sido captados por Temer.

Nota à imprensa

O Estado Democrático de Direito existe para preservar a integridade do cidadão, para coibir a barbárie da punição sem provas e para evitar toda forma de injustiça. Nas últimas semanas, o Brasil vem assistindo exatamente o contrário.

Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação. Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las. Portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais. E, quando há testemunhos, ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes. Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões “por ouvir dizer” a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas.

Muda-se o passado sob a força de falsos testemunhos. Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral. Desvios devem ser condenados, mas não se podem criminalizar aquelas ações corretas protegidas pelas garantias constitucionais.

JBS peita o Estado brasileiro

Tudo muda quando é para gente diferenciada. A ponto de levar à convicção de que “nós não vai ser preso”.

Os demais envolvidos na Operação Lava Jato, nenhum teve o mesmo tratamento que Joesley Batista. A maioria recebeu a visita de policiais ao nascer do dia. Nem o ex-presidente Lula escapou do constrangimento. Mas aqui, muitas diferenças.

A prisão, em vez do sigilo habitual, foi insinuada em entrevista coletiva, solicitada por Janot, no dia 4.

A prisão só veio a ser de fato pedida ao STF no dia 8. No mesmo dia é vazada à imprensa. E no mesmo dia, Fachin autoriza a prisão, num documento cheio de recomendações para preservar a integridade física e de imagem. O documento demora a chegar à Polícia Federal (só sábado).  Na iminência do fato, obviamente já preparada, a dupla Batista/Saud se entrega à PF em São Paulo.

Pede e é atendida para não fazer exame de corpo de delito em São Paulo. Outra medida não usual, o exame ficou para ser feito hoje em Brasília.

De carona no avião da Polícia Federal, a dupla chega a  Brasília, e os advogados começaram a botar boneco. Queriam porque queriam que seus clientes não se submetessem ao exame. Em troca, assinariam documento de próprio punho de que se responsabilizariam pelo estado de saúde dos clientes. Com a resistência da PF, eles acederam.

Neste momento, 17h40, veja pela GloboNews  dupla sendo levada para o IML de Brasília.

O terço de Joesley

Graças ao fotógrafo Felipe Rau, do Estadão, tivemos acesso ao viés religioso de Joesley Batista. Diante das conversas gravadas, imaginava-se tudo, menos o aspecto carola de tão pouco devoto personagem, embora seu sobrenome seja bíblico.

Ao sair da sede da Polícia Federal, com destino a Brasília, o empresário, que achava que “nós não vai ser preso”, debulhava um terço, à guisa de oração.

Um terço pode aludir a certar comissões. Mas lembra também fato recente. Joesley disse que ainda há áudios guardados no exterior, mas só entregará se a delação for mantida. Mais precisamente, diz que tem 70% de coisas para a gente ouvir. Isto é, ele não entregou nem um terço a Janot.

Joesley entrega passaporte e pede pra não ser preso

A defesa de Joesley Batista fez, na manhã deste sábado (9), dois movimentos para evitar a prisão do empresário, que foi pedida pelo procurador-geral da República ao ministro Edson Fachin: entregou o passaporte, para evitar o risco de fuga, e pediu uma audiência com o ministro relator que avalizou o acordo de delação da JBS.

A defesa diz que soube do pedido pela imprensa (mais um vazamento?) e teve tempo de interpor petições para que seu cliente não seja preso, coisa que muitos não puderam fazer, surpreendidos por agentes da Polícia Federal antes do café da manhã.

Não que se fale em embargos auriculares, mas como é mesmo aquela história de suspeição? Afinal, ainda fresca na memória a ligação de Fachin com a JBS, mais especificamente a Roberto Saud, que o acolitou em alguns gabinetes de senadores em busca de votos favoráveis na sabatina do Senado. Última indicação de Dilma Rousseff para o STF, foi uma das mais criticadas por seu envolvimento político. Fachin havia participado ativamente de comícios pró Dilma.

Depois que Rodrigo Janot se viu obrigado a rever o acordo e pedir a prisão do empresário açougueiro, Batista teme não se concretizar sua profecia registrada em áudio – nós não vai ser preso.

Por via das dúvidas, o corte de cabelo já foi providenciado.

Geddel acaba de ser preso

Não tem mais choro, o apartamento caiu.

Não haveria outra saída. Era iminente a prisão do ex-ministro (Lula/Dilma/Temer), que ganhara a prisão domiciliar depois de chorar na delegacia. Com aquela dinheirama toda em malas e caixas, ele teria como continuar os ilícitos, atrapalhar a investigação. Agora se junta a possibilidade de fuga, segundo informações que vazaram da Polícia Federal.

Pessoas que andavam na rua gritavam em apoio à PF contra o político: “Vai para a Papuda”. Informação da Folha.

Ladroagem pura

Caiu a máscara.  Palocci entregou Lula e Dilma. O dinheiro: 300 milhões iam pro PT e para despesas pessoais de Lula. Emílio Odebrecht já tinha dito o mesmo a Moro meses atrás.  O pacto de sangue de Lula e Dilma com a Odebrecht enterra também o PT.  Dilma também é desnudada e participou de tudo logo no início de seu governo. O rei está nu. O mito está acabado. Um ladrão em nome de uma megalomania política. Triste fim.

Lula fez pacto de sangue com Emílio Odebrecht

João Santana revelou que escondia Michel Temer da campanha de Dilma Rousseff porque não tinha boa imagem, era tido como satânico. Boato maldosamente espalhado, envolvendo supostas declarações de um filho. Jamais confirmado. Mas agora temos uma prova de quem se meteu com coisas do além. Quem?

Lula, segundo Palocci, fez pacto de sangue com Emílio Odebrecht, que lhe rendeu um pacote de propinas: o sítio de Atibaia, o terreno para o Instituto Lula e mais R$ 300  milhões para atividades políticas, além das palestras a R$ 200 mil. O pacto, feito em 2010, pode render agora mais uma condenação.

Palocci soltou a língua e se tornou a bala de prata para detonar seu ex-amigo e ex-chefe, que mal acaba a caravana pelo Nordeste e já pode iniciar outra: para Curitiba.

Janot e a lentidão muito suspeita

A nova delação de Joesley foi um soco do no estômago de Rodrigo Janot. O golpe duro desacelerou o até então profícuo arqueiro.  Leio na Folha que Janot pretende revogar imunidade de delatores da JBS antes de sair do cargo. Alguém diria, alvíssaras. Eu me pergunto, por que ainda não mandou prender Joesley, tá com medo de quê? Tão rápido com Loures e Aécio, estranha tal lentidão.