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Culturama no rádio

Os colegas e competentes jornalistas Alysson Oliveira e Camilo Vidal estão apresentando na Rádio Fortaleza (FM 90,7), emissora oficial da Câmara Municipal de Fortaleza, o programa Culturama, iniciativa voltada principalmente para divulgar a cultura genuinamente cearense, sem esquecer de pincelar, aqui e acolá, os grandes nomes do meio artístico, naturalmente. A jornalista Ivelise Maia colabora na produção.

Culturama é transmitido ao vivo as sextas-feiras, de 16 às 17 horas, tendo o horário alternativo aos sábados, também de 16 às 17 horas.

Confira no vídeo a chamada de abertura da edição do Culturama desta sexta, 15.

Parabéns, moçada.

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Estão acabando com a PRE-9

Tenho excelentes recordações da Ceará Rádio Clube (AM 1200), a pioneira. Passei bons anos lá apresentando programas políticos, inicialmente com o saudoso jornalista Milton Pinheiro e, mais recentemente, com o polêmico e brilhante Renato Abreu.

Tive a sorte de conhecer e conviver com o jornalista Manuel Eduardo Pinheiro Campos (Dr. Manuelito Eduardo), com quem aprendi muito. Muito, mesmo. Tínhamos alguns pontos em comum, dentre eles, admiração por Maurício de Nassau.

O tempo passou, o Dr. Eduardo se foi e hoje a PRE-9 está sob o comando de amadores, que comentem até crime, já que uma emissora não pode retransmitir toda programação de uma outra emissora localizada em outro estado. É o que vem acontecendo: atualmente a Ceará Rádio Clube retransmite na integra toda programação de uma rádio de Goiás. Não pode; toda emissora precisa ter programação local. Pelo menos, 30 por cento.

A emissora mais tradicional do Ceará, que por décadas reinou absoluta na liderança de audiência, não merece esse fim.

Nos tempos do Dr. Manuelito essa barbaridade jamais aconteceria.

Cadê a Anatel, hein?

 

Jornal O Povo tira o sangue do pacto

Não se pode dizer que O Povo não seja um jornal inovador. Vem dando várias mostras disso ao longo do tempo. Hoje, foi só mais uma demonstração.

Todo editor sonha com uma manchete de impacto. Mesmo quando não é lá essas coisas, o jornalista mais habilidoso consegue dar força aos seus títulos. Na edição de hoje, a capa do caderno de Política inova, faz-se o contrário. É óbvio que “pacto de sangue” tem muita mais força que um mero “pacto com empreiteira”. Aqui, a força do texto, que deveria ser realçada no título, foi mitigada. Pacto, há vários. Pacto de sangue, só para quem deseja se dar bem a todo custo, seja passando acima das leis dos homens, seja apelando a forças do mal.

A expressão “pacto de sangue” – destacada nas capas dos principais jornais do país – não aparece em nenhum elemento de destaque – cartola, título, linha fina. Ela irrompe no início do lead, autoria do repórter, que não é do jornal, pois matéria de agência.

Leia a matéria Palocci diz que Lula fez pacto com empreiteira

 

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10 anos de FM Assembleia

A excelência da qualidade da programação da FM Assembleia foi destacada no congresso Fala Nordeste 2017, promoção da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert), que está sendo realizado no Hotel Praia Centro –  Fábrica de Negócios.

A exaltação foi feita pela presidente da Acert, Carmem Lúcia Dummar, na homenagem que a instituição externou à FM Assembleia, por seus 10 anos de boa programação. À frente, a jornalista Fátima Abreu (foto), que representou a emissora. Além  de sua competência, Abreu conta com as habilidades do radialista Ronaldo César, na programação, e do jornalista Robério Lessa (webrádio). Equipe afinada responde pelo sucesso da emissora.

Parabéns, Fátima, e toda a moçada que brilha ao seu lado.

 

 

Nosso encontro no rádio

Escute no player o Momento Inconteste desta quarta-feira (30), hoje sem a presença do Renato Abreu, que se recupera de leve, mas incômoda, faringite. O quadro faz parte do programa Hora da Notícia, apresentado de segunda a sexta, de 5h às 7h, na Rádio Assunção e retransmitido pela Rádio Ressurreição de Sobral e pela Rádio Web Via 85.

 

Lei Rouanet: onde foi parar quase 1 bilhão de reais?

Levantamento de VEJA mostra que milhares de projetos culturais que se beneficiaram dos incentivos fiscais estão sob investigação

NA VEJA

Principal fonte de recursos para a cultura no Brasil, a Lei Rouanet, que concede incentivos fiscais a empresas que patrocinam iniciativas culturais, tornou-se uma peça essencial na divulgação das artes e da literatura. Em seus 26 anos de existência, ela beneficiou mais de 50 000 projetos, e isso é ótimo. Ruim é a contabilidade do negócio: um número significativo de relatórios de prestações de contas enviados ao Ministério da Cultura contém, no mínimo, imprecisões, e, com frequência, desvios.

VEJA dedicou três meses a esmiuçar, no portal de transparência do ministério, os casos de iniciativas que se valeram da Lei Rouanet e apresentam incongruências não resolvidas. O levantamento apontou 2 400 projetos com irregularidades que somam exatos 934 milhões de reais — daria para erguer mais de 15 000 casas populares.

O mau jornalismo reclama da boa Justiça

Justiça falha é a que tarda. Esse ditado quer se sobrepor ao de que a Justiça tarda, mas não falha. Pois não é a que a Folha de S. Paulo, em mais uma de suas falhas, resolveu criticar o juiz Sérgio Moro por sua celeridade. Matéria foi manchete de hoje do jornal. Meramente especulativa, já que não se debruçou sobre as peculiaridades de cada processo, o jornal paulista aponta que o recurso de Lula à segunda instância levou apenas 42 dias, recorde. Quem menos levou tempo, antes disso, foi a empreiteira UTC (53 dias).

Em vez de analisar positivamente, o jornal insinua que teria sido para prejudicar Lula. A Folha, enfim, reconheceu que há ditadura na Venezuela, mas os petistas da redação não perdem a chance de defender os seus.

O juiz Sérgio Moro rebateu a reportagem, dizendo que os prazos do processo de Lula foram estritamente seguidos:

“O tempo para subida de recursos da primeira instância à segunda instância depende exclusivamente da ocorrência ou não de incidentes nessa fase processual”, escreveu o magistrado.

Moro é realmente um ponto fora da curva na Justiça brasileira. Já a Folha é um jornal igual aos demais.