POLÍTICA

Gony Arruda é recebido por Pezão no Palácio Guanabara

O deputado estadual Gony Arruda, PSD, foi recebido neste início de 2018 em audiências pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella e pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

Gony fez questão de registrar tudo em sua conta do Facebbok e publicou o seguinte sobre Pezão, sucessor de Garotinho e Sérgio Cabral:

COM O GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO, Luiz Fernando Pezão, quinta em seu gabinete no Palácio Guanabara. Em recente entrevista ao Jornal O Globo, o Administrador do estado em situação mais delicada no Brasil, disse as seguintes frases com a espontaneidade comum aos seus conterrâneos: “Não vou lhe dar datas dos pagamentos por que se não, os servidores me colocam com nariz de Pinóquio.” “Eu tenho 100 coronéis da PM na ativa para 600 aposentados ganhando igual. Essa conta não fecha !” “A 1º coisa que vejo antes de ir para a esteira (ao acordar), é o preço do barril do petróleo. Meu antecessor pegou a 115 dólares. Eu peguei a 28”. “Não sou candidato a mais nada. Se for, a minha mulher (Maria Lúcia) me mata. Vou levar uma surra !” Esse é Pezão ! Do interior, devoto, botafoguense roxo e ex prefeito de Pirai (que ao lado de Taua-CE) é considerada a melhor cidade digital do país. Está deixando o RJ com o custeio de 2009. Homem bom. A história vai contar..”

Verdade, Gony, realmente a história vai contar se o futuro de Pezão é longe ou perto de Sérgio Cabral.

Capitão Wagner descarta candidatura ao Senado ou ao Governo

Em áudio divulgado pelo WhatsApp no último sábado, 13, o deputado estadual Capitão Wagner, PR, afirmou que deve sair como candidato a deputado federal e não ao Governo ou Senado.

Detalhe: Wagner afirmou possuir dívidas da campanha de 2016, quando postulou a Prefeitura de Fortaleza.

Confira o áudio.

 

http://inconteste.com.br/wp-content/uploads/2018/01/Wagner.mp3

Partidos abrem temporada de caça a candidatos

Com a queda de prestígio dos políticos tradicionais, os partidos tentam buscar novos nomes competitivos para as eleições deste ano. Entram na mira cidadãos que desempenham atividades de forte impacto social e que estão fora do métier político.

Exemplo disso é o atuante presidente da Academia Cearense de Direito, advogado Roberto Victor, que foi sondado por mais de um partido para ingressar na vida partidária e disputar uma cadeira no parlamento.

A Academia Cearense de Direito, que recentemente comemorou um ano, já deixou marcada sua atuação na sociedade cearense. Em 2017, a academia se mostrou presente em 15 municípios do Ceará, com a Caravana da Educação, e esteve em 18 escolas públicas levando noções de direito e cidadania.

Outra reivindicação sustentada pela academia é dentro do programa Praia Acessível, da Seturfor, destinado a pessoas com deficiência, que deve passar por melhorias. Saneamento básico na Capital é outra de suas bandeiras em prol da sociedade.

Roberto Victor, não se fez de rogado diante das propostas de filiação, mas ainda estuda cenários e contextos. “Se houver candidatura, não será apenas minha, mas do grupo  que tem sintonia com nossas ações, preciso ouvi-los e fazer a análise em conjunto para decisão tão importante”, disse.

Bolsonaro erra nos números e na correção

Depois de acossado pelo tiroteio da Folha de S. Paulo sobre os negócios da família Bolsonaro, o presidenciável resolveu contra-atacar na redes sociais. Resolveu se gabar das economias que fazia com a cota parlamentar a que teria direito. Arrumou uns números trombeteou que havia deixado de gastar cerca de R$ 1,3 milhão. Exagerado.

 

No seu Facebook, incluiu um texto “aguardando” a  Folha e outros repercutir sua postagem. Não se demorou o aguardo. A Folha demonstrou que a economia tinha sido muito menor:

Bolsonaro infla em R$ 800 mil economia que diz ter feito na Câmara

O deputado Bolsonaro se apressou a republicar seu banner “por incorreção nos valores informados anteriormente”. Mas a correção também estava errada. Só que, desta vez, o erro foi contra ele:

 

Eis a tabela oficial, da página da Câmara dos Deputados:

O certo é que o presidenciável está precisando de uma boa equipe de comunicação.

Tudo está no seu lugar

Carlos Marun já deu o que tinha que dar. Na Câmara. Na ofensiva para a derrubada das denúncias solertemente oferecidas por Rodrigo Janot. Agora foi deslocado para o meio de campo, no relacionamento com governos, grandes influenciadores de votos no Congresso.

A premência do tempo dispensa floreios, ou não seria Marun o indigitado. E ele sapecou:

“O governo espera daqueles governadores que têm recursos a ser liberados, financiamento a ser liberado, uma reciprocidade no que tange à questão da Previdência”

Simples assim. Os governadores e prefeitos precisam de recursos federais, mas o cofre está escasso. Vide o caso do Rio de Janeiro e o vizinho do Norte, sem pagar os salários dos policiais. Para ter dinheiro, precisa reformar a Previdência. Dê cá seu voto para as reformas, e eu libero os financiamentos.

Segundo o governo – e o mercado -, a economia, que vem se recuperando, pode acelerar seu crescimento, e ampliar a retomada do emprego. Esse cenário – bom para os brasileiros – favorece o governo, que pode influenciar sua sucessão. Os nomes estão no ventilador, e não se descarta a reeleição. Para muitos, um devaneio.

A oposição pretende adiar/reprovar as reformas, impulsionada por grandes grupos de pressão principalmente de corporações da administração pública, alvo principal das mudanças, que aproveitam a exigência do ajuste fiscal para derrubar privilégios encrostados nos organogramas oficiais. Sem falar da folha de pagamento e seus penduricalhos a competir com árvore de Natal.

A crueza desse “toma lá da cá” é o exercício da política. Não pode a União bancar o desgaste, e os entes federativos colherem as primícias dos frutos sem a dor e o labor da plantação. Exigem o bônus sem querer o ônus de lutar por ele. No pain, no gain.

Marun colocou as coisas em seu devido lugar, e logo disseram que era chantagem. É, eles realmente estavam acostumados a outro tipo de negociação.  Não se esqueçam de que ele abriu mão de disputar a reeleição, aceitou o cargo como missão. Saiu do varejo para o atacado. E mandou ver.

Benito de Paula se irritou com o deputado, quando o parlamentar festejou a vitória sobre a oposição fazendo uma paródia da famosa música. Benito foi à mídia: “Tudo está no seu lugar, o caralho!”.

De repente o deja vu: ouvi essa mesma expressão muito repetida pela moçada da faculdade, sobre o refrão do sucesso dos anos 70. A canção, estilo música exaltação, segundo eles, era um hino à ditadura de Geisel, era do milagre brasileiro.

Tudo está no seu lugar, graças a Deus.