POLÍTICA

Capitão Wagner não descarta candidatura ao Senado

Realizamos nesta quinta-feira (21) interessante entrevista com o deputado estadual Capitão Wagner, PR, que na ocasião, fiel ao seu estilo, falou abertamente sobre todas as questões feitas.

Detalhe 1: ele não descarta candidatura ao Senado em 2018.

Detalhe 2: Wagner falou sobre a possível aliança do senador Eunício Oliveira com o governador Camilo Santana.

Ainda hoje disponibilizaremos o áudio na íntegra.

E se o PT voltar ao poder em 2018?

luiz felipe pondé

E se Lula ganhar as eleições em 2018? O Brasil terá um retrocesso ao paleolítico –sem querer ofender nossos ancestrais.

Sei que inteligentinhos dirão: pelo contrário, as populações mais pobres voltarão a comprar TVs e carros. E eu direi: a bolsa fome é a grande miséria que alimenta o PT e seus associados.

Nelson Rodrigues dizia que, no dia em que acabasse a pobreza do Nordeste, dom Helder, o arcebispo vermelho, perderia sua razão de existir. Por isso, ele e a miséria do Nordeste andavam de mãos dadas.

O truque do PT e associados é o mesmo: destruir a economia, acuar o mercado, alimentar uma parceria com os bilionários oligopolistas a fim de manter o país miserável e, assim, garantir seu curral eleitoral.

Como o velho coronelismo nordestino –conheço bem a região: sou nascido no Recife e vivi muitos anos na Bahia–, o PT e associados têm na miséria e na dependência da população seu capital.

Mas quero falar de outras dimensões da tragédia que nos cerca caso o PT retome o poder.

Desta vez, o projeto “a Venezuela é aqui” se organizará de forma mais concreta.

O Poder Judiciário, já em grande parte na mão da “malta” do PT, servirá ao partido de forma sincera e submissa, destruindo a autonomia da Justiça. Esse processo já está em curso, mas foi, temporariamente, barrado pelo percalço do impeachment e de alguns poucos setores não petistas do Poder Judiciário.

O Legislativo se acomodará, como sempre, a quem manda.

O mercado também se acomodará, servindo, de novo, ao coronel Lula ou a algum genérico que o represente. Eliminarão qualquer elo na sua cadeia produtiva que suje seu nome –da empresa, quero dizer– junto à Nomenclatura.

Quanto à inteligência pública, essa será devastada.

Perda de empregos, contratos, espaços nos veículos, com a bênção da quase totalidade das Redações e editorias. Se não apenas para eles mesmos não perderem empregos, contratos e espaços, também, e principalmente, porque a quase totalidade das Redações e editorias são petistas ou similares.

Nas universidades e nas escolas, a festa. Reforço absoluto da patrulha ideológica de forma orgânica, com apoio da Capes e de sua plataforma Sucupira.

As universidades, entidades quase absolutamente monolíticas e autoritárias, celebrarão a queima total de seus adversários internos e externos. Os alunos, coitados, ou aderirão à retomada vingativa do poder por parte do PT, ou perderão bolsas, vagas e carreiras.

E chegará a vez de as Forças Armadas também serem cooptadas pela hegemonia petista. Uma vez cooptada, como na Venezuela, a regressão ao paleolítico estará plenamente realizada.

O controle da mídia, em nome da “democracia”, implicará o silêncio imposto a todos que quiserem pagar suas contas.

A classe artística fará festivais para comemorar o retorno ao poder dos “progressistas” que dão dinheiro para eles gastarem até acabar.

E, quando o dinheiro acabar, como acabou no Dilma 2, os “progressistas” sairão do poder, darão um tempo para os “conservadores” fazerem o trabalho sujo de reorganizar a economia e, quando a casa estiver um pouco mais organizada, voltarão ao poder para gastar tudo de novo.

Vivemos duas formas de hegemonia do PT e associados no Brasil: a hegemonia da miséria e do discurso populista de cuidado com ela e a hegemonia do pensamento público e de suas instituições.

A diferença entre o PT de antes do impeachment e o PT de agora será que antes ele ainda fazia pose de defensor das liberdades.

Agora, ele perderá a pose e destruirá todo o tecido de liberdade de expressão no país.

E mais: a vitória de Lula em 2018 será a prova definitiva de que os eleitores não estão nem aí para suspeita de corrupção pairando sobre qualquer que seja o candidato.

Todo esse mimimi ao redor da Lava Jato ficará claro como mimimi.

Dane-se a corrupção. Ninguém está nem aí para isso. A começar pelos intelectuais, professores, artistas e integrantes de grande parte do Poder Judiciário.

O combate à corrupção é (quase) uma farsa.

Depressão, ressentimento, medo e vingança serão os afetos que definirão 2019.

Da Folha

Ricos do Brasil, o seu candidato só pode ser o velho amigo Luiz Inácio

Texto de Clóvis Rossi, hoje, na Folha
Mateus Bonomi-13.dez.17/Folhapress
O ex-presidente Lula participa da Expocatadores 2017, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, nesta quarta
O ex-presidente Lula participa da Expocatadores 2017, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília

Se eu fosse rico, torceria para que Luiz Inácio Lula da Silva seja absolvido pelo TRF4 e, por extensão, possa se candidatar. E votaria nele.

Afinal, os anos Lula/Dilma foram extraordinariamente proveitosos para os 10% mais ricos da população, conforme ficou demonstrado mais uma vez nesta quinta-feira (14) ao ser divulgado estudo dos economistas ligados ao badalado Thomas Piketty, referência no estudo da desigualdade.

A fatia da riqueza apropriada pelos que estão no topo da pirâmide social é de 55% no Brasil, superior, por exemplo, a que cabe aos ricos americanos que não vai além de 47%, mesmo com o crescimento da desigualdade por lá.

A porcentagem que cabe aos ricos já seria obscena por si só, mas torna-se ainda mais escandalosa quando se verifica que, de 2001 a 2015 (período quase todo sob Lula/Dilma), ela subiu: era de 54% e passou a 55%.

O que não se pode dizer é que Lula mentiu: mais de uma vez, ele disse, durante seu governo e até depois, que os empresários jamais haviam ganhado tanto dinheiro como em seu reinado.

Natural: Lula, vendido como “pai dos pobres”, não tocou em um só fio de cabelo das elites brasileiras.

Consequência inescapável: segundo a Síntese de Indicadores Sociais que o IBGE acaba de divulgar, a renda do 1% dos domicílios mais ricos é 38,4 vezes superior à dos lares dos 50% mais pobres.

Se a situação social já era obscena com Lula/Dilma, ficou pior com Temer: em 2016, havia 24,8 milhões de brasileiros em situação de miséria (renda de até 1/4 do salário mínimo), crescimento de 53% em relação a 2014.

Desconfio até que esse dado não captura a realidade: no sítio do Ministério de Desenvolvimento Social ainda no último ano completo do governo Dilma (2015), estavam cadastradas 52 milhões de pessoas com renda de até R$ 154. Como o salário mínimo era de R$ 788, tem-se que a porcentagem de miseráveis superava largamente o número agora difundido pelo IBGE.

Se você quiser um pouco mais de tragédia, o IBGE acrescenta que 64,9% da população brasileira vive em situação de “pobreza multidimensonal”, a que leva em conta, além da renda, outras características, como educação e saneamento.

Tudo somado, tem-se que os 14 anos e pico de Lula/Dilma legaram uma tremenda obscenidade social, ainda por cima agravada por Temer, com o devido desconto para o fato de que o atual presidente pegou o país embicado no tobogã para baixo.

Por que, então, os mais ricos temem Lula? Acham mesmo que ele vai pôr em prática, se eleito, o que diz como perseguido pela lei? Tolice. Lula, como ele próprio se define, é uma “metamorfose ambulante” e sabe que ninguém governa contra os mercados, que imediatamente sancionariam uma política que os contrariasse.

Para enfrentar Lula, os ricos deveriam, em vez de torcer pela sua prisão e inabilitação eleitoral, apoiar um programa sério que enfrentasse a imensa chaga social medida agora pelo IBGE e aponta para quase 65% em “pobreza multidimensional”.

PSDB fecha questão em apoio à reforma da Previdência

A direção do PSDB aprovou uma manifestação oficial de apoio de suas bancadas à reforma da Previdência. A declaração estabelece uma orientação aos deputados e senadores do partido para que votem a favor da proposta.

A decisão, conhecida como “fechamento de questão”, foi tomada na primeira reunião da executiva da sigla sob o comando do governador paulista, Geraldo Alckmin, e aprovada sem ressalvas.

O fechamento de questão em geral impõe punição —no limite, a expulsão— ao parlamentar que desacatar a decisão partidária. A punição, contudo, não foi discutida.Embora o partido tenha fechado questão sobre o tema, foi decidido que os parlamentares que não votarem a favor da reforma não sofrerão punição por descumprirem a orientação, o que faz com que essa manifestação seja simbólica. O tema ainda pode ser discutido em uma nova reunião.

A proposta foi pensada de forma a dar um discurso para deputados pressionados por sua base eleitoral a vetarem a medida, impopular entre a população.

Segundo a Folha apurou, o governador goiano, Marconi Perillo, primeiro vice-presidente do partido, foi quem apresentou a proposta.
Com essa declaração formal de apoio, dirigentes tucanos estimam que pelo menos 30 dos 46 deputados do partido devem votar a favor da proposta quando ela for levada a plenário.

A adesão oficial do PSDB à proposta é uma das principais apostas do Palácio do Planalto para tentar votar a reforma da Previdência ainda este ano, mas não garante o apoio suficiente para a aprovação do texto.

Auxiliares do presidente Michel Temer intensificaram o contato com Alckmin nos últimos dias para tentar obter essa declaração oficial de apoio do partido à proposta nesta quarta (13).

Para o governo, uma manifestação formal dos tucanos a favor da proposta pode provocar um efeito cascata em outros partidos, que seriam pressionados a fazer o mesmo movimento.

O governo ainda enfrenta dificuldades para obter os 308 votos necessários para aprovar a proposta na Câmara ainda este ano. Temer já admitiu publicamente que a reforma pode ser levada ao plenário apenas no ano que vem.

Demorou, Mourão.

De Moro a Mourão, a semana foi de estranhezas. No meio, a decisão do STF de ferir, mais uma vez, a Constituição.

Sérgio Moro foi alvo de protestos, e continuou a dizer coisas que não deve, a exemplo do que já ocorrera durante evento em que foi agraciado como Brasileiro do Ano. Fez lobby pela PF e pediu para Temer interferir no STF.

Desta vez, foi na sede da Petrobrás. Sindicalistas, que silenciaram durante as tenebrosas transações que lesaram a petrolífera, chamaram o juiz de Curitiba de golpista. Certamente adeptos da seita lulista que aponta a Lava Jato como causa do apocalipse por que passa o Rio de Janeiro.

No interior do prédio, a pretexto de combater a corrupção, sugeriu que a estatal estabeleça um prêmio para servidores delatores. É a República do Dedurismo. O empregado que denunciar a existência de um crime cometido por colegas – chefes ou subordinados – faria jus a um prêmio robusto. Excesso de exposição faz muita gente perder o juízo.

Parece que quem perdeu o juízo foi a ministra Carmen Lúcia que votou a favor de Aécio há poucos dias, e agora vota o contrário, dizendo que não servem para as Assembleias as prerrogativas do Congresso. Isso deixa transparecer que aquele decisão foi só para salvar Aécio. Muitos ministros apontam o artigo 53 – das imunidades – que fala apenas em deputados e senadores.

Se não há nada em relação a deputados, o silêncio da Carta seria eloquente.

Eloquente mesmo é a literalidade da Carta, no parágrafo primeiro do Art. 27:

§ 1º Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, aplicando-se-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas.

O STF vem tomando decisões heterodoxas, rompendo jurisprudência conservadora. De onde se espera segurança jurídica, a Corte opta por experimentalismos, e ativismo judicial. Antes, justificava-se por alguma omissão do legislador. Agora, não. Decide-se contra a letra da Lei.

Juízes falantes, procuradores fazendo política, STF com decisões esdrúxulas, corrupção por todo canto. Você fica tendente a desabafar: Só mesmo a intervenção.

Mas aí vem Mourão, pra rapidamente dissuadir qualquer tentação para a aventura intervencionista. Rapidamente, foi exonerado do seu cargo burocrático na administração do Exército. Reincidente, já havia perdido comando da tropa quando criticou a então presidente Dilma Roussef. Na penúltima do Mourão, passaram-lhe a mão na cabeça. Agora, chutaram outra parte do corpo.

Já não era sem tempo a merecida punição, pela quebra de hierarquia e por fazer política dentro das Forças Armadas. É política isso que ele faz. Assim como fazem os procuradores da Lava Jato. Se quer fazer política, honre sua corporação. Se quer fazer política, siga o exemplo de Bolsonaro, de quem se diz eleitor: vá para a reserva e se candidate para defender suas ideias no parlamento. Mourão vai para reserva em março, poderia se conter um pouco mais até lá. Disciplina é uma das qualidades do militar.

E ainda mais com a qualidade do discurso que ele expressa. Antes, alertava o STF para não deixar os criminosos  livres e sem punição. Agora, diz que o governo revive uma sarneyzação, que Temer faz um balcão de negócios para se manter no poder.

A era Sarney não tem paralelo com a de hoje. A principal diferença era que o Brasil vivia uma inflação de mais de 80% ao mês. Hoje não passa de 3% ao ano. Só isso daí já invalidaria a comparação. Mas tem muito mais. Sarney não conseguia aprovar nada, para melhorar a economia. No Brasil de Temer, a economia para de andar para trás, sai da recessão histórica e começa a recuperar empregos. Recordes negativo nos juros, baixa inflação, queda de preços na alimentação.

No campo político, Temer aprovou diversas medidas – tão necessárias quanto impopulares -, desde a reforma trabalhista, a do ensino médio, entre outras. Além de escapar, por duas vezes seguidas, de ser denunciado no STF. Se isso não é demonstração de força, o que seria?

Quanto ao balcão de negócios, o general não especificou, mas se imagina seja o senso comum bastante divulgado na mídia: ganhou os votos comprando deputados com emendas parlamentares. O presidente não tem o poder de travar as emendas, que já tinham sido aprovadas no ano anterior no Congresso. Essas emendas são impositivas, isto é, o Executivo tem que cumprir.

Pois é, para quem gosta de defender a intervenção, já imaginou se essa intervenção for guiada por essa visão desinformada e autoritária? Pode piorar tudo, né?

Melhor deixar democracia prosperar e a gente aprender com os erros. E, principalmente, evitar que bandidos permaneçam no poder.

Moro e Mourão, cada um na sua função.

 

A batalha da água, ou a guerra da desinformação

O deputado Roberto Roseno (PSOL) bradou hoje na Assembleia que o governador Camilo Santana está provocando a guerra da água. Não passa de desinformação, rebateu o secretário Francisco Teixeira (SRH).

Nós já tratamos esse assunto no rádio. Voltamos agora no blog porque o deputado fez o assunto jorrar de novo na tribuna. Segundo ele, o governo está retirando a água das comunidades para entregar às ferozes indústrias do Pecém.

Ele se refere a dois projetos. Um deles é do Lagamar do Cauípe, em Caucaia. Quando sangra, a lagoa despeja para o mar 20 mil litros por segundo. Vou repetir: a água corre para o mar, não é aproveitada nas comunidades.

O sistema só vai funcionar quando a lagoa estiver transbordando, e sua inteligência consiste em aproveitar a água que seria desperdiçada. Esses 200 litros por segundo serão transpostos para o sistema de armazenamento do Pecém que redistribui para as comunidades de Catuana e Umarituba, em Caucaia, para São Gonçalo do Amarante, e, também, para as indústrias.

Neste caso, em vez de críticas, o governo deveria ser aplaudido. É uma alternativa das mais viáveis – e barata – , é usar a tecnologia para conviver com as dificuldades no semiárido sem abrir mão do desenvolvimento.

Mas o que o discurso fácil, oportunista – um terrorismo inadequado, nas palavras de Temer – repete como mantra, e assim recitou o deputado diante das câmeras e microfones: estão tirando a água dos pobres para dar para as indústrias.

O outro projeto, igualmente crucificado com a mesma cantilena, é o de Perfuração de Poços na Taíba.

Serão perfurados 35 poços, com um duto horizontal entre eles que deságua em uma adutora, que repete o processo do outro projeto. Leva água para o hub no Pecém, que redistribui para seus consumidores – residenciais e industriais.

A novidade aqui é o aquífero da Taíba, sobre o qual poucos têm acesso a informação. O estudo não é recente porque levou tempo para ser realizado. O resultado é a confirmação de um potencial aquífero de 86 milhões de litros. Manancial renovável que é absorvido pelas dunas e nas águas de cada estação. Sendo que esta região é a que registra maior média de densidade pluviométrica do Estado.

O deputado argumentou que a população se utiliza da água do lençol freático, que sofrerá impacto com a transposição, prejudicando o povo, e meteu os índios entre os prejudicados. E charmoso defender as etnias. Com todo respeito, falava água o deputado. Vejamos os números.

A informação foi dada ao jornalista Carlos Mazza, para o blog Política, do O Povo, pelo titular da SRH, Francisco Teixeira,  a fim de rebater a “pura desinformação”: “Estudos mostraram que há  capacidade dessa região de se explorar algo entre 90 milhões de metros cúbicos de reserva renovável”. E sentenciou: “o que vamos explorar não chega a 10% do que tem disponível, e sem qualquer prejuízo”.

A resposta do secretário tem argumentos que derrubam o discurso fácil, que é mais fácil ainda de prosperar. Mas acho que deu uma rasteira intelectual quando falou do meio ambiente, tema tão caro aos envolvidos na causa:

“Se precisamos do lagamar e das dunas para tirar água, é óbvio que vamos preservá-los. Em Natal, o Parque das Dunas é intocado pelo avanço imobiliário porque há captação de água subterrânea”.

Por fim, ele também arrasou quando respondeu a crítica de que não caberia dispensa de licitação, já que a obra, segundo repetiu da tribuna o deputado, não seria emergencial.

“Se o Estado com capacidade hídrica de 8% não é emergencial, o que vai ser?

Sem informação, e açulados por quem devia informar, pessoas protestaram hoje.

O deputado pede a suspensão das obras até que alternativas sejam pensadas para prover o Pecém. Elas já existem, uma delas é o sistema de reúso de água nas indústrias. Outra alternativa foi a perfuração de 38 poços que estão em pleno funcionamento, jorrando água, sem prejuízos. Essa é mais uma. Temos que buscar todas as possibilidades de captação, armazenamento e distribuição de água. O governo vai muito bem nessa área.

 

 

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Criador desmoraliza criatura

É patético observar uma figura como Eliseu Padilha enxotar o PSDB em praça pública.

Os tucanos, que de forma mambembe não sabem se vão ou se ficam, colhem o que plantaram.

O PSDB, que nasceu de uma costela do PMDB, está longe de superar seu predecessor na arte do vale tudo na velha politicalha tupiniquim.

A tucanada, com muito esmero, importante ressaltar, conseguiu o que era praticamente impossível: é hoje muito mais desacreditado que o PT.

PT dá golpe em Aracati

Acostumado a chamar os adversários de golpistas, o PT está sendo acusado de ter dado um golpe nas eleições que escolheram os dirigentes do diretório de Aracati. A afirmação foi feita pelo deputado José Airton Cirilo, em entrevista ao vivo no programa Hora da Notícia, desta terça-feira (28), na rádio Assunção. “Chegaram a usar duas urnas, uma para antigos e outra para novos filiados, com o intuito de manipular os dados”. José Airton apelou para a direção nacional, que legitimou o que o deputado chama de golpe.

Ao se dizer maltratado pelo partido, ele confessou que está de mudança de sigla. “Sair é fácil, difícil é saber para onde ir. Faço política com o coração e em cima de princípios. E vi muitos companheiros abrir mão de princípios em troca de poder”, desabafou.

José Airton, que é membro titular da Comissão Mista do Orçamento, explicou como são elaboradas as emendas, que podem ser individuais ou de bancada. Cada deputado tem direito a R$ 15 milhões. Metade desses recursos deve ser destinado à saúde. E ainda existe contingenciamento quando há queda na previsão da arrecadação.

As emendas de 2018 estão sendo planejadas hoje. As emendas que, segundo se divulga, foram usadas para blindar o mandato de Temer, já estavam decididas no ano anterior e independem da vontade do presidente. Isso se deu a partir do primeiro mandato de Dilma Roussef, quando as emendas passaram a ser impositivas no orçamento.

Justiça cassa mandato de Ivo Gomes

O juiz Fábio Medeiros Falcão de Andrade cassou, nesta segunda-feira (27), o mandato do prefeito e vice-prefeita de Sobral, Ivo Ferreira Gomes e Christiane Marie Aguiar Coelho. Além disso, os dois tiveram seus direitos políticos suspensos por oito anos e ainda estão obrigados, cada um, a pagar multa de R$ 40.000,00.

O prefeito Ivo Gomes foi ao Facebook demonstrar sua surpresa, garantindo que vai recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE): “Acabei de ser surpreendido pela absurda decisão do juiz eleitoral da 24a zona eleitoral, que cassa o meu mandato e o da minha vice”.

E finaliza:

Nunca, em momento algum e por respeito às pessoas, comprei voto de quem quer que seja, nesta ou em nenhuma outra eleição.