Janot montou grampolândia na PGR

Não foi com Joesley Batista que o ex-procurador-geral Rodrigo Janot aprendeu a usar o grampo como arma política. Herdou a técnica e um profissional de seu antecessor no cargo, adquirindo até o famoso guardião, sistema usado até então somente pela Polícia para grampear em inquéritos, com decisão judicial.

Segundo reportagem da Isto é, ele espionou quem julgava criminosos e também adversários políticos – seja na esfera administrativa (incluiu sua desafeta a procuradora Raquel Dodge), seja nas siglas partidárias.

Lembre-se da leniência que também lhe é imputada. Tipo assim: na primeira pancada, Eduardo Cunha perdeu o cargo, o mandato e a liberdade. Em contraponto, Renan Calheiros, com mais de dezena de processos nas costas, permanece ileso e fagueiro, crítico do governo e da Lava Jato.

O texto é calcado em depoimentos de subprocuradores, que se dizem alvos de grampo telefônico e ambiental. Na expressão deles, a PGR era a República da Grampolândia.

Íntegra da reportagem em As escutas ilegais na Procuradoria-Geral da República