Nossa Senhora Desaparecida

O padre Clairton Alexandrino de Oliveira, pároco da Catedral, registrou Boletim de Ocorrência sobre furto da imagem de Nossa Senhora Aparecida, uma réplica da padroeira do Brasil, que foi ofertada a Catedral de Fortaleza pelo Santuário Nacional de Aparecida.

Segundo o pároco, a imagem foi furtada na madrugada de segunda para terça-feira desta semana. Não é a primeira vez que o templo é alvo de furtos. No mês passado roubaram 12 compressores de ar condicionado, cortaram e levaram as fiações, além de 17 câmeras de segurança. Luminárias externas e castiçais também fazem parte do inventário furtado.

Com tanta insegurança, haja reza e santo forte.

Na foto de Kid Júnior, para o Diário, o local vazio da imagem que está desaparecida.

TCE aponta superfaturamento de R$ 24 milhões no Centro de Eventos

Davi Barreto, conselheiro substituto empossado há dois meses no TCE

Tudo tendia ao arquivamento no TCE da denúncia do Ministério Público a respeito de superfaturamento das obras do Centro de Eventos, em valores que somam R$ 24 milhões. A relatora do processo, conselheira Patrícia Saboya, apresentou seu voto a favor do arquivamento. Tudo mudou com a observação do conselheiro substituto Davi Barreto, o mais novo da Casa, empossado há pouco mais de dois meses, no último dia 3 de julho. Originário do TCU e da área de concursos, onde dava aulas de auditoria, a postura do técnico do TCE pode servir de argumento para a luta empreendida nacionalmente para que haja mais técnicos e menos políticos como conselheiros/ministros dos tribunais de contas.

O novato Davi Barreto chamou a atenção dos colegas que, costumeiramente, não se concentram na leitura de voto dos demais conselheiros. Seu arrazoado, em tom ameno, mas firme, fez com que a própria relatora pedisse vista do processo, adiando o julgamento.

A denúncia aponta aumento de 23% no valor total da obra a partir de acréscimos e supressões no contrato da obra. Do contrato original, foram obedecidos apenas 12%. O resto foi inovação. Ocorreram mudanças na forma de construção da estrutura e gastos maiores com pisos e painéis divisórios.

Davi Barreto recomendou abertura da investigação e questionamento dos envolvidos no contrato.

Lula é o chefe da organização criminosa, diz PGR

Foto: Pedro Ladeira - 5.jul.2017/FolhapressA Procuradoria Geral da República denunciou Lula, Dilma como participantes do que está chamando de Quadrilhão do PT. Segundo a PGR, Lula foi  “o grande idealizador da constituição da presente organização criminosa”, que também é composta pelos ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega; a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e seu marido, o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo; e os ex-tesoureiros do partido João Vaccari e Edinho Silva, atual prefeito de Araraquara (SP).

Para o procurador-geral, mesmo depois de sair da Presidência, Lula “continuou a exercer liderança do núcleo político da organização até maio de 2016”, quando o PT saiu do poder.

Janot deveria renunciar

Se o Temer pode ser criminalizado por seu “braço direito” Loures, Janot não pode se isentar das tramoias de seu braço esquerdo Miller. Na conversa entre Joesley e Saud, Temer sabia de tudo e até mesmo seria beneficiado com o mesmo galardão com que foi aquinhoado o ex-procurador que migrou do serviço público para os braços da JBS, como sócio de um escritório de advocacia. Estava garantido a Janot a vaga de sócio logo que ele se aposentasse.

Como pau que dá em Chico dá em Francisco, Janot, que centrou fogo no presidente Temer, até a última flecha do bambuzal, deveria renunciar.

Quando divulgou os novos áudios, Janot disse que haveria fatos gravíssimos envolvendo ministros do Supremo. Nos áudios, liberados agora por Edson Fachin, não há nada contra os togados. Seria um tipo de pressão para que o STF não liberasse o sigilo?

Mais uma flechada no pé. Ao deixar sob suspeição todos os membros do Supremo, o ministro Marco Aurélio, de pronto, exigiu os nomes. Como nomes não havia, Janot foi alvo de discurso furibundo da ministra Cármen Lucia, acusando Janot de agressão à corte. Pesado.

Agride-se, de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional deste Supremo Tribunal e a honorabilidade de seus integrantes.

A ministra enviou ofícios à PF e à PGR, cujo teor pode ser acessado nos links abaixo:

– Ofício enviado à Polícia Federal
– Ofício enviado à PGR

As malas de dinheiro de Geddel

A Polícia Federal, depois receber denúncia anônima, desbaratou, nesta terça (5),  apartamento que funcionava como um bunker onde se encontraram  8 malas e 6 caixas repletas de notas de 50 e 100 reais. Segundo a investigação, o apartamento é usado pelo ex-ministro de Temer e Dilma Geddel Vieira Lima.

A operação Tesouro Perdido é desdobramento da Operação Cui Bono, foi autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília, e realizada na capital baiana, Salvador.

 

Geddel foi preso no dia 3 de julho, mas conseguiu um habeas corpus para cumprir prisão domiciliar em sua casa, na capital baiana, situação em que se encontra ainda hoje.

O cachorrinho do governador

O deputado Eli Aguiar (PSDC) esteve hoje na tribuna da Assembleia para cobrar celeridade do governador para privatizar alguns equipamentos, como o Centro de Eventos, a Vila Olímpica, Acquário etc. “Fala-se muito, mas até agora o projeto não foi enviado para esta Casa”. Privatização já foi tido como palavrão pelos esquerdistas. Mesmo que não jogue pela ponta esquerda, o governador é do PT.

Chamou atenção uma espécie de charada que o deputado deixou no ar. Tem gente que acha que tem prestígio no governo porque teria como esporte preferido passear com o cãozinho de Camilo Santana.

A Coreia do Norte venceu a guerra contra os EUA e contra o mundo civilizado. Fim de papo!

Republicamos texto do jornalista Reinaldo Azevedo.

 

É duro dizer as coisas desse modo, mas desse modo elas são. Não há mais o que fazer. A China é o único país que pode empurrar o anão tarado para a contenção

Bill Clinton poderia ter posto o rabo de Kim Jong-Il, o pai de Kim Jong-un, entre as pernas. Não o fez. George W. Bush foi o último com condições de botar aquela canalha pra correr, ainda que a um custo gigantesco. Depois, não mais. Aí ficou tarde. Tudo indica que, no segundo governo Bush, já não havia mais o que fazer. Agora, é tarde para qualquer coisa. Contente-se em assistir ao espetáculo de bufonaria de Donald Trump. Numa coisa, ao menos, boa parte da humanidade concorda: quando ele e o anão tarado da Coreia do Norte trocam farpas, a gente se dá conta de que o mundo pode, com efeito, ser um lugar bem perigoso. E de mau gosto.

O que chega a ser tragicamente cômico nisso tudo é que a gestão Clinton fez entendimentos ainda com o avô do atual líder norte-coreano, Kim Il-sung, e depois com o pai (Kim Jong-Il), arrancando um compromisso de congelamento da agenda nuclear. Mas todo mundo sabia que era de mentirinha. O programa secreto continuava. Com a ascensão de Bush, o risco não diminuiu, mas a hipocrisia acabou. A Casa Branca meteu a Coreia do Norte no chamado “Eixo do Mal”, o dos países que representam ameaças aos EUA, e cessaram as colaborações. A Coreia do Norte deixa o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares em 2003 e faz um teste meio mixuruca em 2006.

Muito bem. No domingo, o país anunciou aquele que seria o seu teste nuclear mais potente: uma bomba de hidrogênio. Aconteceu? Aconteceu. Os meios de segurança dão como certo que os norte-coreanos desenvolveram tecnologia para dotar mísseis de longo alcance com uma ogiva nuclear. Se você considera o Alasca território americano, amiguinho, então é o seguinte: analistas sérios avaliam que, sim, o Anão Tarado já pode atingir o território americano com um míssil. Nem é preciso dizer que a Coreia do Sul e o Japão são alvos, digamos, mais próximos…

O que fazer? Houvesse uma resposta razoável, já teria sido adotada. Mas não há. Trump e os seus prometem uma reação como nunca antes na história do Armagedom se Kim Jong-un atacar território aliado. Tudo fica no terreno das conjecturas e das palavras de muitos megatons, que, na prática, não significam nada.

Pouco antes de cair, Steve Bannon, o chamado estrategista de extrema-direita de Trump, disse aquela que talvez tenha sido a única coisa sensata numa vida que só faz sentido na era das redes sociais. Ao tratar da possibilidade de um ataque americano à Coreia do Norte, afirmou: “Até que alguém resolva a parte da equação que mostra que 10 milhões de pessoas morrerão em Seul nos primeiros 30 minutos pelo uso de armas convencionais, eu não sei do que estão falando, não há solução militar aqui. Eles nos pegaram”.

O que resta aos EUA? Bem, meus caros! A Coreia do Norte não existe. Sua economia é uma fração da economia chinesa, que é quem dita os rumos por ali. Parece que a melhor saída é Trump virar a cara e passar a fazer caretas, caras e bocas sobre assuntos diversos. E que a estrovenga seja jogada sobre o colo da China. Ao país gigante não interessa um aliado que crie esse tipo instabilidade. As sanções econômicas não terão o menor efeito prático no país. As políticas são irrelevantes porque aquele regime não é deste mundo. E não existe solução militar que não implique um custo humanitário talvez sem precedentes.

Isso quer dizer uma coisa, meus queridos! Essa guerra, os EUA já perderam. E só os idiotas comemoram porque, de verdade, quem perdeu a batalha foi a humanidade. Perdeu-a para a irracionalidade, para o delírio de poder, para a estupidez.

Obviamente, o responsável por isso é o ditador norte-coreano. Qualquer tentativa de comparar o delinquente com Donald Trump é um de uma estupidez moral asquerosa. Isso não quer dizer, no entanto, que não fosse desejável um líder com uma leitura da realidade um pouco mais complexa. É estupefaciente que o presidente americano esteja lutando parte dessa guerra com suas armas no Twitter.

Mundo bárbaro!