• MÍDIA

10 anos de FM Assembleia

A excelência da qualidade da programação da FM Assembleia foi destacada no congresso Fala Nordeste 2017, promoção da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert), que está sendo realizado no Hotel Praia Centro –  Fábrica de Negócios.

A exaltação foi feita pela presidente da Acert, Carmem Lúcia Dummar, na homenagem que a instituição externou à FM Assembleia, por seus 10 anos de boa programação. À frente, a jornalista Fátima Abreu (foto), que representou a emissora. Além  de sua competência, Abreu conta com as habilidades do radialista Ronaldo César, na programação, e do jornalista Robério Lessa (webrádio). Equipe afinada responde pelo sucesso da emissora.

Parabéns, Fátima, e toda a moçada que brilha ao seu lado.

 

 

Conversa pra boi dormir

Ao ver a vaca indo pro brejo, pois certamente haverá distrato no acordo de delação, os irmãos Batista divulgam mais uma nota. Os açougueiros, acostumados a distribuir outro tipo de nota para políticos, juízes, procuradores e jornalistas, publicam uma nota pedindo para que não se leve em consideração o que foi dito nas gravações.

Leia abaixo a nota fajuta, é realmente conversa pra boi dormir.

“A todos que tomaram conhecimento da nossa conversa, por meio de áudio por nós entregue à PGR, em cumprimento ao nosso acordo de colaboração, esclarecemos que as referências feitas por nós ao Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral da República e aos Excelentíssimos Senhores e Senhoras Ministros do Supremo Tribunal Federal não guardam nenhuma conexão com a verdade. Não temos conhecimento de nenhum ato ilícito cometido por nenhuma dessas autoridades. O que nós falamos não é verdade, pedimos as mais sinceras desculpas por este ato desrespeitoso e vergonhoso e reiteramos o nosso mais profundo respeito aos Ministros e Ministras do Supremo Tribunal Federal, ao Procurador-Geral da República e a todos os membros do Ministério Público.
Joesley Batista e Ricardo Saud”

Estadão também pede saída de Janot

Logo que as notícias davam conta dos novos áudios, em que ficou patente a participação de Janot na tramoia (Janot sabia de tudo, disse Joesley), este blog sugeriu que não haveria mais condições de ele continuar à frente da PGR, diante de tantas suspeições. Dissemos que Janot deveria renunciar.

O jornal O Estado de S. Paulo foi no mesmo rumo e publica  hoje editorial, que trouxemos aqui na íntegra.

 

Janot deveria se demitir

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deveria ter renunciado ontem ao cargo, sem esperar a data regulamentar de 17 de setembro. Com esse gesto, Janot demonstraria que afinal lhe restou alguma prudência, depois de ter se comportado de maneira tão descuidada – para dizer o mínimo – em todo o lamentável episódio envolvendo a delação premiada do empresário Joesley Batista.

Janot veio a público anteontem para informar que Joesley deliberadamente omitiu da Procuradoria-Geral informações cruciais em sua delação, especialmente o fato de que o empresário contou com a orientação ilegal de um auxiliar de Janot, o procurador Marcelo Miller, para produzir a bombástica delação contra o presidente Michel Temer e conseguir o precioso acordo que lhe garantiu imunidade total. No mesmo instante, o procurador-geral tinha por obrigação reconhecer que foi feito de bobo por um criminoso confesso e que não está à altura do cargo que ocupa.

Seria uma forma de reduzir um pouco o terrível dano que Janot causou ao trabalho dos que levam a sério a luta contra a corrupção. Pois o fato é que o procurador-geral da República se deixou seduzir pela possibilidade de pegar ninguém menos que o presidente da República, cuja cabeça lhe foi oferecida pelo finório Joesley Batista. Sem tomar a devida precaução, Janot considerou que a delação de Joesley e o flagrante armado pelo empresário contra Temer bastavam como prova de que o presidente da República, em suas palavras, “ludibriou os cidadãos brasileiros”. Vê-se agora quem foi ludibriado.

Em sua ação imprudente, Janot desconsiderou as suspeitas que recaíam sobre o procurador Marcelo Miller, que teria ajudado Joesley a preparar a delação contra Temer. Na época, o procurador-geral chegou a dizer que nada havia contra Miller, mesmo quando se soube que seu auxiliar havia pedido exoneração do cargo de procurador para trabalhar no escritório de advocacia que negociava o acordo de leniência da empresa de Joesley, a JBS. A exoneração veio a público no dia 6 de março, véspera do encontro entre Joesley e Temer no qual o empresário grampeou o presidente.

Quando Janot apresentou a denúncia contra Temer, ficou claro que o procurador-geral não tinha nada além de ilações. Evidenciou-se, então, que a inacreditável generosidade do acordo com Joesley, que em si mesma já era injustificável, não resultou em nada senão em doce impunidade para o esperto açougueiro.

Mesmo assim, Janot chegou a dizer, em evento recente, que “faria tudo de novo”, ou seja, que daria imunidade total a Joesley em troca do que o empresário tivesse a dizer contra Temer, ainda que fossem apenas meias-palavras, conversas cifradas e frases entrecortadas, que podiam ser interpretadas ao gosto do freguês.

Não era à toa, portanto, que Joesley se sentia tão à vontade. Cuidados básicos foram negligenciados pela Procuradoria-Geral, com aval do ministro Edson Fachin, antes que a denúncia contra Temer fosse apresentada. Nem mesmo uma perícia foi feita nas gravações que supostamente incriminavam o presidente. Quando ficou claro que as armações de Joesley não produziram as provas que Janot tanto alardeou, mesmo passados dois meses do escândalo, o Supremo Tribunal Federal deu outros 60 dias para que o empresário entregasse prometidos anexos que supostamente corroborariam o que ele dizia. Estava claro que, das duas, uma: ou Joesley não contou tudo o que sabia, protegendo sabe-se lá quem, ou contou tudo e, diante dos efeitos pífios, parecia querer manter o País em suspense com a promessa de mais informações, justificando a imunidade penal que ganhou de presente de Janot.

Tudo ficou ainda mais confuso quando se soube que Joesley tinha mais 40 horas de gravações que havia apagado do aparelho que entregou para perícia da Polícia Federal (PF). Quando circulou a informação de que a PF começou a resgatar esses arquivos, Joesley correu a entregar os áudios que faltavam.

É diante de fatos como esses que qualquer observador de bom senso há de questionar as intenções de Joesley Batista. E a competência de Rodrigo Janot. Ao procurador-geral faltaram tino profissional e bom senso. E de nada adianta vir agora dizer que tudo foi feito de “boa-fé”. Não se brinca dessa forma com o País.

Nossa Senhora Desaparecida

O padre Clairton Alexandrino de Oliveira, pároco da Catedral, registrou Boletim de Ocorrência sobre furto da imagem de Nossa Senhora Aparecida, uma réplica da padroeira do Brasil, que foi ofertada a Catedral de Fortaleza pelo Santuário Nacional de Aparecida.

Segundo o pároco, a imagem foi furtada na madrugada de segunda para terça-feira desta semana. Não é a primeira vez que o templo é alvo de furtos. No mês passado roubaram 12 compressores de ar condicionado, cortaram e levaram as fiações, além de 17 câmeras de segurança. Luminárias externas e castiçais também fazem parte do inventário furtado.

Com tanta insegurança, haja reza e santo forte.

Na foto de Kid Júnior, para o Diário, o local vazio da imagem que está desaparecida.

TCE aponta superfaturamento de R$ 24 milhões no Centro de Eventos

Davi Barreto, conselheiro substituto empossado há dois meses no TCE

Tudo tendia ao arquivamento no TCE da denúncia do Ministério Público a respeito de superfaturamento das obras do Centro de Eventos, em valores que somam R$ 24 milhões. A relatora do processo, conselheira Patrícia Saboya, apresentou seu voto a favor do arquivamento. Tudo mudou com a observação do conselheiro substituto Davi Barreto, o mais novo da Casa, empossado há pouco mais de dois meses, no último dia 3 de julho. Originário do TCU e da área de concursos, onde dava aulas de auditoria, a postura do técnico do TCE pode servir de argumento para a luta empreendida nacionalmente para que haja mais técnicos e menos políticos como conselheiros/ministros dos tribunais de contas.

O novato Davi Barreto chamou a atenção dos colegas que, costumeiramente, não se concentram na leitura de voto dos demais conselheiros. Seu arrazoado, em tom ameno, mas firme, fez com que a própria relatora pedisse vista do processo, adiando o julgamento.

A denúncia aponta aumento de 23% no valor total da obra a partir de acréscimos e supressões no contrato da obra. Do contrato original, foram obedecidos apenas 12%. O resto foi inovação. Ocorreram mudanças na forma de construção da estrutura e gastos maiores com pisos e painéis divisórios.

Davi Barreto recomendou abertura da investigação e questionamento dos envolvidos no contrato.

Lula é o chefe da organização criminosa, diz PGR

Foto: Pedro Ladeira - 5.jul.2017/FolhapressA Procuradoria Geral da República denunciou Lula, Dilma como participantes do que está chamando de Quadrilhão do PT. Segundo a PGR, Lula foi  “o grande idealizador da constituição da presente organização criminosa”, que também é composta pelos ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega; a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e seu marido, o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo; e os ex-tesoureiros do partido João Vaccari e Edinho Silva, atual prefeito de Araraquara (SP).

Para o procurador-geral, mesmo depois de sair da Presidência, Lula “continuou a exercer liderança do núcleo político da organização até maio de 2016”, quando o PT saiu do poder.

Janot deveria renunciar

Se o Temer pode ser criminalizado por seu “braço direito” Loures, Janot não pode se isentar das tramoias de seu braço esquerdo Miller. Na conversa entre Joesley e Saud, Temer sabia de tudo e até mesmo seria beneficiado com o mesmo galardão com que foi aquinhoado o ex-procurador que migrou do serviço público para os braços da JBS, como sócio de um escritório de advocacia. Estava garantido a Janot a vaga de sócio logo que ele se aposentasse.

Como pau que dá em Chico dá em Francisco, Janot, que centrou fogo no presidente Temer, até a última flecha do bambuzal, deveria renunciar.

Quando divulgou os novos áudios, Janot disse que haveria fatos gravíssimos envolvendo ministros do Supremo. Nos áudios, liberados agora por Edson Fachin, não há nada contra os togados. Seria um tipo de pressão para que o STF não liberasse o sigilo?

Mais uma flechada no pé. Ao deixar sob suspeição todos os membros do Supremo, o ministro Marco Aurélio, de pronto, exigiu os nomes. Como nomes não havia, Janot foi alvo de discurso furibundo da ministra Cármen Lucia, acusando Janot de agressão à corte. Pesado.

Agride-se, de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional deste Supremo Tribunal e a honorabilidade de seus integrantes.

A ministra enviou ofícios à PF e à PGR, cujo teor pode ser acessado nos links abaixo:

– Ofício enviado à Polícia Federal
– Ofício enviado à PGR

As malas de dinheiro de Geddel

A Polícia Federal, depois receber denúncia anônima, desbaratou, nesta terça (5),  apartamento que funcionava como um bunker onde se encontraram  8 malas e 6 caixas repletas de notas de 50 e 100 reais. Segundo a investigação, o apartamento é usado pelo ex-ministro de Temer e Dilma Geddel Vieira Lima.

A operação Tesouro Perdido é desdobramento da Operação Cui Bono, foi autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília, e realizada na capital baiana, Salvador.

 

Geddel foi preso no dia 3 de julho, mas conseguiu um habeas corpus para cumprir prisão domiciliar em sua casa, na capital baiana, situação em que se encontra ainda hoje.