Deputado antigay era gay

O deputado estadual Wes Goodman, do Partido Republicano de Ohio, de agenda conservadora, defensor dos valores da família e com discurso antigay, foi flagrado fazendo sexo com outro homem em seu gabinete. Renunciou ao mandato por “conduta inapropriada”. Ele é casado com Bethany Goodman, diretora assistente da Marcha pela Vida, evento anual contra o aborto.

Matéria da Folha

Deputado estadual anti-LGBT renuncia nos EUA após sexo gay
Ohio State House of Representatives
O republicano de Ohio Wes Goodman, 33
O republicano de Ohio Wes Goodman, 33

O deputado estadual republicano Wes Goodman, 33, uma das principais vozes anti-LGBT no Ohio, renunciou após ter sido supostamente flagrado fazendo sexo com um homem em seu gabinete, segundo o jornal “Columbus Dispatch”.

Goodman, que pregava por “valores da família” e era chamado de “a consciência do movimento conservador”, renunciou por “conduta inapropriada” após uma reunião com o líder republicano da casa legislativa estadual, Cliff Rosenberger.

O porta-voz de Rosenberger, Brad Miller, disse que o homem não era funcionário ou deputado da assembleia legislativa, e que o encontro, embora tenha sido consensual, foi uma “atividade inapropriada para um representante estadual”.

“Me encontrei com ele [Goodman] e ele aceitou e confirmou as alegações”, Rosenberger afirmou em nota, segundo a Associated Press. “Tornou-se claro que sua renúncia era a conduta mais apropriada para ele, para sua família, para seus eleitores e para esta instituição.”

Goodman é casado com uma mulher que é diretora-assistente da Marcha pela Vida, evento anual contra o aborto.

“Todos nós trazemos nossas próprias lutas e provações à vida pública”, disse Goodman em nota na última quarta-feira (14). “Isso tem sido verdade para mim, e sinceramente me arrependo que minhas ações e minhas escolhas me impediram de servir meus eleitores e nosso Estado de maneira que reflita os melhores ideais do serviço público. Para aqueles a quem desapontei, sinto muito.”

“Ao passar ao próximo capítulo da minha vida, sinceramente peço privacidade para mim, para minha família e para meus amigos.”

Goodman, cuja biografia no Twitter o descrevia como “Cristão. Americano. Conservador. Republicano. Casado com @Beth1027”, frequentemente afirmava que “o casamento natural” era aquele entre um homem e uma mulher.

“Famílias saudáveis, vibrantes, orientadas a valores e que prosperam são a fonte da história orgulhosa de Ohio e a chave para o futuro grandioso de Ohio”, dizia seu site de campanha, que agora está offline, segundo a Fox News.

Era ilegal prisão dos deputados cariocas

Conforme antecipamos no programa de rádio Hora da Notícia, a Assembleia do Rio derrubou a prisão decretada pelo TRF do Rio, num placar de 5 a 0. Absurdo, não? Não, a prisão era ilegal. O estupefaciente é eu entender assim, ao contrário dos cinco desembargadores.

O que tenho é a Constituição, que vai abaixo na sua literalidade.

 

Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.

§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão.

O texto acima se refere a deputados federais e senadores. Outro, porém, estende as regalias aos deputados estaduais.

Art. 27.

§ 1º Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, aplicando-se-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas.

Como os juízes não viram isso?

Bagunça geral, enquanto os políticos viram bandidos, os juízes viram políticos.

O caso não tem qualquer semelhança com o de Aécio. Ali, foi uma barbeiragem do ministro Luiz Barroso, que decretou inédita prisão noturna do senador mineiro. Para não desmoralizar o ministro, acabou desmoralizando o STF. Pode a corte decidir por medidas cautelares, desde que não implique suspensão de mandato, que só seria possível com a aquiescência da casa de origem do parlamentar.

 

Peemedebistas aniquilam o Rio de Janeiro

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani e seu colega Paulo Melo, ambos do PMDB, se entregaram nesta tarde à Polícia Federal, após decreto de prisão preventiva.

O também deputado fluminense peemedebista, Edson Albertassi, igualmente teve prisão decretada pela Primeira Seção do TRF-2 (Tribunal Federal da 2ª Região).

Como ninguém é de ferro, Leonardo Picciani, filho de Jorge, assim como o pai citado em várias atitudes nada republicanas, continua como ministro da Cultura do Governo Michel Temer.

É impressionante o que o PMDB de Picciani(s), Cabral, Pezão, Cunha e tantos outros fez no Rio de Janeiro durante os governos do PT.

Lula e Dilma não sabiam de nada, claro.

Michel, da mesma escola, também não.

  • MÍDIA

Nosso encontro no rádio

 

Escute o Momento Hora da Notícia desta quinta-feira (16). Entre outros assuntos, aparição de Dirceu “sambando” em festa de aniversário continua causando polêmica, Kassab não quer largar o osso e João Gilberto, gênio da Bossa Nova, é interditado pela filha para tentar salvar o resto de seu patrimônio.

 

 

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Políticos desmoralizam os Tribunais de Contas

Os Tribunais de Contas estão pagando a conta pela escolha política, e não técnica, de seus conselheiros. Com um leque de requisitos mais  amplo do que se exige até de ministros para ingressar no STF, os políticos dão de ombros para a Constituição e avacalham as cortes de contas, escolhendo de forma pouco republicana seus conselheiros. O caso mais gritante dá-se agora no TCE do Rio de Janeiro, quando o governador Pezão atropelou até o bom senso para tentar proteger seu líder na Assembleia, deputado Edson Albertassi (PMDB).

Dois requisitos básicos foram simplesmente ignorados: notório saber e reputação ilibada. O parlamentar fluminense cursou o Ensino Médio completo e está sendo investigado pela Lava Jato. Diz-se até que a insistência de Pezão tem o seu sentido de urgência, dar foro privilegiado ao aliado. Como conselheiro, seria julgado no STJ. E faz sentido.

São sete os conselheiros dos TCEs, quatro deles são escolhidos pela Assembleia. Os outros três, à escolha do governador, mas duas dessas vagas devem ser preenchidas por técnicos graduados do TCE. Em tese, restaria apenas uma vaga para livre escolha do governador. No Ceará, a única vaga discricionária do governo é preenchida por Soraia Victor, indicada por Lúcio Alcântara.

O TCE do Rio já passara por uma avalanche quando seis de seus integrantes chegaram a ser presos numa investigação de vendas de sentenças, durante a Operação Quinto de Ouro. Entre eles, o próprio presidente Jonas Lopes. Ele virou delator e se aposentou, como parte do acordo de colaboração, com salário vitalício de 34 mil reais.  É a vaga dele, pertencente a um técnico, que agora se disputa, iniciando uma série de incidentes e ineditismos – tudo o que não se quer nos tribunais.

Começa com o estranho fato de nenhum dos procuradores substitutos se dispor a assumir o cargo. Assinam um documento coletivo abrindo mão do cargo, por suposta insegurança jurídica. Quem os terá convencido disso, um argumento tão frágil para recusar cargo tão cobiçado? Era a deixa para Pezão indicar seu líder de governo na Assembleia. A indicação foi suspensa pelo desembargador Cherubim Schwartz, do Tribunal de Justiça, atendendo pedido de deputados do PSOL.

Pezão ainda insistia com a indicação, quando suas pretensões foram interceptadas pela Operação Cadeia Velha, deflagrada nas primeiras horas desta terça (14) que investiga a cúpula da Assembleia do Rio, incluindo o presidente Jorge Picciani, e os deputados Edson Albertassi e  Paulo Melo.

Aliás, a operação Cadeia Velha foi antecipada para evitar a manobra do governo de mudar o foro de seu deputado.

“Fazer do deputado Albertassi um membro do TCE a esta altura é uma demonstração forte de poder por parte da organização criminosa, poder este que somente encontrará barreira suficiente na decisão judicial de acautelar a ordem pública e proteger a atividade persecutória que ora se inicia”, afirma a Procuradoria no pedido de prisão.

Várias outras denúncias envolvem conselheiros/ministros das cortes de contas. Soube-se até que no Mato Grosso do Sul uma vaga no pleno do TCE custava oito milhões de reais.

Com informação da Folha.

 

 

 

Ciro se mete na briga dos tucanos

O presidenciável Ciro Gomes aproveitou o gancho da briga dos tucanos para criticar o partido e cutucar seu ex-amigo Tasso Jereissati.

Destacamos estas frases:

“O PSDB já não é mais um partido sério desde o [governo] Fernando Henrique”.

“Isso aí é só um desdobramento da corrupção que o Fernando Henrique impôs à estrutura do PSDB”.

“Nunca deixei de me controlar. Me diga qual foi a coisa que falei por descontrole.”

“Eu não disse que o momento é de testosterona. Eu censuro o excesso de agressividade, de ódio, de testosterona —que, nesse sentido, obviamente, para quem não está de má fé, querendo difamar, como é o caso da Folha neste assunto, é uma coisa que não falei nada errado. Não tem nada de descontrole”.

 

As declarações estão na matéria da Folha ‘O PSDB já não é um partido sério desde Fernando Henrique’, diz Ciro

Começa a debandada de tucanos

 

Bruno Araújo, ex-ministro das Cidades (foto), entregou na tarde desta segunda-feira (13) seu pedido de demissão. E já recebeu os agradecimentos.

Pode ser o início da revoada. O racha no partido, enfatizando a pressão sobre os governistas, era o prenúncio de que chegou a hora de cair fora.

E aí vai poder votar com as reformas, mas estar atento para barrar qualquer malandrice da base aliada.

Se Tasso Jereissati e Marconi Perilo abrirem mão da disputa pela presidência em favor do governador paulista, Geraldo Alkmin, pode ser a deixa para que todos saiam sem nem esperar pela convenção, marcada para o próximo mês. O novo presidente assume no cenário já limpo.

Mas fica a pergunta: persistem as regras de compliance, auditoria externa no partido?

Bruno Araújo, eleito em Pernambuco, retoma seu mandato na Câmara dos Deputados. Ainda há três tucanos encastelados nos ministérios do Planalto, entre eles, uma preta, pobre e da periferia- e quase escrava.

Agora entendi a frase do Aécio “vamos sair pela porta da frente”. Isto é, cada um vai pedir para sair, ninguém será demitido.