Bolsonaro

Ciro Gomes não é maluco

O pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT), em evento sobre o Brasil em Oxford

Artigo do sociólogo Celso Rocha de Barros, publicado nesta segunda-feira (15) na Folha, questiona em qual Ciro Gomes se deve votar: “no tucano de esquerda que foi bom ministro de Lula ou no maluco que diz que vai reverter imediatamente todas as reformas de Temer? Porque essa última ideia é tão ruim que, se Bolsonaro a propusesse, pareceria idiota mesmo se comparada às outras ideias de Bolsonaro.”

A boa reflexão do articulista petista sobre o presidenciável cearense termina assim:

Se Ciro conseguir renovar o programa do PDT com sua experiência de ex-tucano e ex-lulista, a política brasileira sairá melhor, mesmo se Ciro perder. Mas, se for só para repetir o discurso da esquerda dos anos 50, estarei entre os que lamentarão o desperdício de candidato.

Artigo completo no site da Folha: Ciro Gomes é maluco?

Bolsonaro erra nos números e na correção

Depois de acossado pelo tiroteio da Folha de S. Paulo sobre os negócios da família Bolsonaro, o presidenciável resolveu contra-atacar na redes sociais. Resolveu se gabar das economias que fazia com a cota parlamentar a que teria direito. Arrumou uns números trombeteou que havia deixado de gastar cerca de R$ 1,3 milhão. Exagerado.

 

No seu Facebook, incluiu um texto “aguardando” a  Folha e outros repercutir sua postagem. Não se demorou o aguardo. A Folha demonstrou que a economia tinha sido muito menor:

Bolsonaro infla em R$ 800 mil economia que diz ter feito na Câmara

O deputado Bolsonaro se apressou a republicar seu banner “por incorreção nos valores informados anteriormente”. Mas a correção também estava errada. Só que, desta vez, o erro foi contra ele:

 

Eis a tabela oficial, da página da Câmara dos Deputados:

O certo é que o presidenciável está precisando de uma boa equipe de comunicação.

Deu no Eliomar

Ao revelar que em 2002 foi eleitor de Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República, o também pré-candidato ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PSC-RJ), disse nesta quarta-feira (25), durante entrevista ao programa Hora da Notícias, na rádio Assunção, que “Ciro Gomes tem uma bagagem cultural extraordinária e administrativa também”. “Não vou negar isso, não”, reconheceu o deputado federal do PSC.

Sabatinado pelos jornalistas André Capiberibe, Luciano Cléver e Renato Abreu, Bolsonaro desejou boa sorte a Ciro Gomes e que o político cearense possa ajudar ao Brasil, caso seja eleito.

Apesar de polêmico, o pré-candidato do PSC ao Palácio do Planalto, assegurou que, durante a campanha, não irá participar de jogo de ofensas. “Eu entendo que o que está acontecendo comigo (atual momento político favorável) é uma missão de Deus. E Ele não nos dá uma cruz a qual não possamos carregar”, disse.

Bolsonaro negou que faça uma perseguição às relações homoafetivas pelo país. “A maioria dos gays tem um comportamento exemplar. O que se faz entre quatro paredes não interessa a ninguém. Mas uma minoria tenta afrontar os valores tradicionais”, comentou.

O deputado federal lamentou que tenha recebido a quantia de R$ 200 mil da JBS – empresa denunciada pela Lava Jato -, ao entender que o valor teria origem do fundo partidário. “Quando descobri que (o dinheiro) era da JBS, devolvi (o valor) ao partido em cheque”, afirmou.

Você pode ler a matéria no Blog do Eliomar.

Bolsonaro na Rádio Assunção

O deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro vai dar entrevista ao vivo, por telefone, para o programa Hora da Notícia, na Rádio Assunção, nesta quarta (24), a partir das 6h30.

O programa, sob o comando dos jornalistas André Capiberibe, Renato Abreu e este locutor que vos fala, vai ao ar diariamente das 5 às 7 da manhã.

Hora da Notícia, que ainda não completou um ano de existência, é o segundo lugar na audiência do horário, sendo batido apenas pela Rádio Verdes Mares, com o grande Paulo Oliveira. Entre os programas de rádio do segmento jornalístico, nenhum bate o Hora da Notícia, em todo o Ceará.

Bolsonaro vai ao mercado

Assim como Lula fez a genuflexão ao mercado – registrada na Carta ao Povo Brasileiro -, Jair Bolsonaro vai à sede do império para tentar mostrar que o bicho não é tão feio quanto tentam fazer parecer. Daqui a pouco, teremos o “Bolsonarinho, paz e amor”. Nesta viagem a Florida, cutucou a Veja que estampou na capa a ameaça Bolsonaro. “Ameaça ao Brasil é o PT”, disse o parlamentar que promete alijar do poder seus principais antagonistas.

Mirando a economia como seu calcanhar de Aquiles, passou a fazer metáforas à Lula. “Ronald Reagan também não entendia de Economia e fez um governo maravilhoso. Fernando Henrique também não entendia de Economia. Nem Lula”. Depois de uma pausa dramática, arranca risos de seus seguidores com o arremate: “Já Dilma, era economista”.

Lula assinou a carta escrita por Palocci, quando se viu na iminência de chegar ao poder. E deu uma inflexão na agenda, assumindo a polícia econômica “neoliberal” de seu antecessor. Bolsonaro diz também representar uma inflexão no Brasil. Disparou que quer mais comércio com os americanos do que com os chineses e nada com a “máfia bolivariana”.

MORDAÇA

Lamentável a tentativa de amordaçar Bolsonaro documentada num abaixo-assinado para impedir tentar impedir a palestra do presidenciável na Universidade George Washington, na capital americana, no próximo dia 13. O texto foi assinado por acadêmicos. Eles, os paladinos da diversidade, querem calar a voz do diferente. A alteridade, só a deles.

 

O promotor da palestra, Mark Langevin, diretor da Iniciativa Brasil, da Escola Elliott de Assuntos Internacionais da Universidade George Washington, deu resposta civilizatória.

“Muitos se opõem a qualquer diálogo com o deputado. Ainda assim, democracia requer respeito e bom senso com todos, mesmo com aqueles que têm opiniões e promovem preferências de políticas questionáveis, se não antidemocráticas”

Bolsonaro está mesmo se achando. Mas o mito ameaça botar muita gente boa no bolso.

Ciro não vai desfazer reformas de Temer

Ciro Gomes em entrevista hoje na sede do Twitter, em São Paulo, postura de candidato sem chance

Ciro Gomes disse hoje, na sede do Twitter em São Paulo, em resposta a perguntas de usuários da rede social, que vai desfazer as reforma aprovadas por Temer. Segundo ele, porque o presidente não tem legitimidade. Esse tipo de discurso é de quem sabe que não tem chances de vencer, pois é exatamente o contrário do que fez Lula com a Carta ao Povo Brasileiro.

A declaração de Ciro é vazia, pois Temer é tão legítimo quanto Dilma.

A outras frase contra Jair Bolsonaro é um primor de contradição. Ele critica o militar presidenciável, que em “26 anos de deputado federal, nunca aceitou ser prefeito, nunca tentou ser governador do Estado, e agora quer ser presidente da República” A incoerência habita no elogio feito, na mesma ocasião, ao ex-presidente Lula, “figura extraordinária, que fez muito bem a muitos brasileiros”.

Ora, Lula jamais fora prefeito ou governador. Igual a Bolsonaro, a vida pública de Lula, antes da presidência, foi apenas no Legislativo.

Bolsonaro, saída pela esquerda

Bolsonaro: “liberalismo sem consistência teórica”.
Foto: Dida Sampaio/Estadão

Para quem faz associação imediata de Bolsonaro ao ideário direitista, deve ser um choque o perfil do deputado publicado no Estadão de domingo (3), que mostra O antipetista com ideias de esquerda.

Segundo cientistas políticos, ele encarna o velho nacionalismo, com ideias mais próximas do campo da esquerda e do próprio PT, a quem tanto combate. Liberalismo sem consistência teórica.