Folha de S. Paulo

Bolsonaro erra nos números e na correção

Depois de acossado pelo tiroteio da Folha de S. Paulo sobre os negócios da família Bolsonaro, o presidenciável resolveu contra-atacar na redes sociais. Resolveu se gabar das economias que fazia com a cota parlamentar a que teria direito. Arrumou uns números trombeteou que havia deixado de gastar cerca de R$ 1,3 milhão. Exagerado.

 

No seu Facebook, incluiu um texto “aguardando” a  Folha e outros repercutir sua postagem. Não se demorou o aguardo. A Folha demonstrou que a economia tinha sido muito menor:

Bolsonaro infla em R$ 800 mil economia que diz ter feito na Câmara

O deputado Bolsonaro se apressou a republicar seu banner “por incorreção nos valores informados anteriormente”. Mas a correção também estava errada. Só que, desta vez, o erro foi contra ele:

 

Eis a tabela oficial, da página da Câmara dos Deputados:

O certo é que o presidenciável está precisando de uma boa equipe de comunicação.

Moro sobre Mônica Bergamo:”matérias descuidadas”

Em mais uma versão de censor, o juiz Sérgio Moro voltou a criticar a  jornalista Mônica Bergamo. Ele já havia demonstrado seu descontentamento em resposta à matéria, repetiu numa nota pública e agora registrou nos autos. Lula havia pedido incluir como testemunha o advogado Tacla Duran, investigado foragido, que vem acusando amigo de Moro de pedir propina para facilitar sua delação.  Moro diz que não se deve dar crédito a palavra de um investigado, coisa que eles e procuradores têm feito em relação a outros bandidos.

Moro já havia criticado a Folha de S. Paulo por ter publicado o artigo de Rogério César de Cerqueira Leite, intitulado Desvendando Moro.

E agora, ele deixa nos autos:

“A palavra de pessoa envolvida, em cognição sumária, em graves crimes e desacompanhada de quaisquer provas de corroboração não é digna de crédito, como tem reiteradamente decidido este Juízo e as demais Cortes de Justiça, ainda que possa receber momentâneo crédito por matérias jornalísticas descuidadas”.