Tasso Jereissati

Tasso dá uma de coronel pra cima do capitão

Bombeiros torcem para que o atrito entre os dois não passe de uma tempestade em copo dágua.

Logo depois do vazamento de que o senador Tasso Jereissati indicaria o deputado Capitão Wagner para disputa eleitoral ao Governo do Estado, veio à tona a discussão entre os dois principais nomes da oposição. O senador teria condicionado seu apoio ao alinhamento do deputado ao presidenciável tucano (Alkmin, a preço de hoje).

Capitão Wagner não aceitou a imposição, tendo em vista que grande parte de seu eleitorado já se perfila ao lado de outro militar, e da mesma patente: Jair Bolsonaro. O capitão cearense defende um palanque local que comporte os presidenciáveis das principais forças que comporiam a chapa estadual, sem restrição ao nome de um ou outro. Mas a ideia não prosperou, provocando irritação nos dois lados.

A desavença, se não contornada, tinge de cores sombrias o horizonte oposicionista.

Depois da chegada de Eunício às hostes governistas, o racha entre Tasso e Wagner é a melhor notícia para a reeleição de Camilo Santana.

Ciro se mete na briga dos tucanos

O presidenciável Ciro Gomes aproveitou o gancho da briga dos tucanos para criticar o partido e cutucar seu ex-amigo Tasso Jereissati.

Destacamos estas frases:

“O PSDB já não é mais um partido sério desde o [governo] Fernando Henrique”.

“Isso aí é só um desdobramento da corrupção que o Fernando Henrique impôs à estrutura do PSDB”.

“Nunca deixei de me controlar. Me diga qual foi a coisa que falei por descontrole.”

“Eu não disse que o momento é de testosterona. Eu censuro o excesso de agressividade, de ódio, de testosterona —que, nesse sentido, obviamente, para quem não está de má fé, querendo difamar, como é o caso da Folha neste assunto, é uma coisa que não falei nada errado. Não tem nada de descontrole”.

 

As declarações estão na matéria da Folha ‘O PSDB já não é um partido sério desde Fernando Henrique’, diz Ciro

Tasso Jereissati, o ingrato

Pela segunda vez, na mesma semana, o senador Tasso Jereissati, foi chamado de ingrato. Primeiro, no cenário local, o adjetivo saiu da boca de Ciro Gomes, numa explosão de testosterona. Tudo porque se especulou o nome do senador para concorrer ao governo do Estado.

Na segunda vez, foi uma mulher, sem a carga hormonal de Ciro, mas com muito mais beleza, a deputada federal do tucanato paulista Bruna Furlan (foto).

Segundo informa a Coluna do Estadão o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli, bateu boca com a deputada depois de ela postar no grupo de WhatsApp da bancada tucana que poucas vezes na vida viu alguém tão ingrato quanto Tasso Jereissati.

“A ‘ingratidão’ é porque foi Aécio quem indicou Tasso como presidente interino do PSDB.”

 

O fator Tasso

Para quem o queria aposentado, Tasso Jereissati se revela hiperativo. E pra quem acha que a tucanada é murista, o senador cearense é uma ave fora do ninho. Ele fez uma inflexão no PSDB ao assumir a presidência, devido ao afastamento de Aécio Neves, quando produziu o vídeo da propaganda partidária com o já famoso “erramos”. E se atritou com a ala sob a aba do senador mineiro, ao se aliar aos “cabeças pretas” do partido, que defendem o rompimento com governo, mas com apoio à sua agenda – fórmula tipicamente tucana.

E agora, depois de salvar o mandato de seu correligionário, diz que não tem como se manter nessa presidência provisória. Quer o cargo em definitivo e se reeleger na próxima convenção, que renovará o diretório. Deu um chega pra lá em Aécio, que não tem saída: ou renuncia ou rompe. Se Tasso assumir, repete recente história de Temer. Vice, presidente provisório durante investigação, e presidente em definitivo.

Como Aécio deve focar sua energia na tarefa hercúlea de se defender na Justiça, Tasso se projeta no cenário nacional, com relevância nas eleições presidenciais e com poder de redesenhar as forças políticas nativas.

No primeiro balão de ensaio que especulava sua candidatura, houve polvorosa não apenas nos que podem ter prejuízo se a hipótese se concretizar, como em todo meio político, que não falou noutra coisa. Foi até chamado de novo, aquele senador em segundo mandato e três vezes ex governador do Ceará. No terceiro mandato, o projeto mudancista já demonstrava fadiga de material e o governo com dificuldade de pagar o custeio.

Quando derrotado na reeleição ao Senado, anunciou sua desilusão em relação à Politica, ao dizer que pensava em pendurar a chuteira.

Pelo ânimo atual, vai parar no PSG.