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A casta reage

A juíza Rosimayre Carvalho, da Justiça Federal de Brasília, suspendeu a propaganda do Governo que explica a reforma da Previdência, segundo a qual tem como objetivo combater privilégios: muita gente trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo. A propaganda informa ainda que não muda nada em relação a aposentadoria rural. Também continua intocável o Benefício de Prestação Continuada. Que as aposentadorias de servidores, públicos ou não,  serão equivalentes.

Pois bem, a juíza viu “assédio moral” ao servidor público – a juíza é uma servidora pública – e resolveu se  imiscuir nas atividades do Executivo, proibindo-o de esclarecer a população sobre assunto tão relevante. A juíza ainda se julgou perita em economia ao afirmar que o governo mente quando diz que a reforma trará mais recursos para saúde, educação e segurança.

Esse assédio moral é da mesma categoria do trabalho escravo de Luislinda Valois.

A corporação reage contra os privilégios. A reforma – assim como o teto de gastos públicos – atinge o Judiciário. A magistratura é contra a  reforma, por interesse pessoal. Seguem o lema: nenhum privilégio a menos. Assim é que juízes condenados tem a aposentadoria antecipada, e salário integral – como punição máxima de seus crimes. A juíza deve receber auxílio moradia – mecanismo pelo qual os integrantes das cortes burlam a lei do teto salarial.

Essa excrecência suga R$ 1 bilhão dos cofres públicos. Não custa lembrar: metade da população brasileira não ganha nem mesmo o salário mínimo. O salário do juiz é, pelo menos, 30 vezes maior.

É o custo da casta.